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sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

cientistas e políticos

Fishing for certainty -- Nature
When in 1995 I moved into policy-making, managing fisheries in the northeastern United States, I learned that advice comes from all directions. Scientists would present data with many caveats; others would give advice based mainly on opinion. Fishermen coming to the microphone in a public meeting might categorically state that the science was wrong, the rules wouldn't work and everyone would go out of business. Scientists tended to emphasize their uncertainty, and would be unwilling to speculate.

As scientists, we learn to analyse uncertainty and we explore decision-making in the light of that uncertainty. This is important, but we must also recognize that the precautionary approach will be adopted only slowly in policy-making. Uncertainty undermines political will in environmental decision-making. Officials are more likely to support a vociferous interest group that is apparently certain of the dire economic consequences of new restrictions, than scientists who advocate caution and prioritize the environment.

(uma anotação antiga que estava na lista de rascunhos)

sábado, 23 de julho de 2011

Princípios ou Conveniência?

Tradução minha de trecho do artigo "Principles or Expediency" de F.A. von Hayek, publicado em 1971:
Da compreensão de que os benefícios da civilização estão no uso de um conhecimento maior do que poderia ser usado em qualquer iniciativa deliberadamente dirigida, deduzimos que não está em nosso poder construir uma sociedade desejável simplesmente juntando os elementos particulares que por si só parecem desejáveis. Apesar de que provavelmente todas as melhoras benéficas devam ser gradativas, se os passos em separado não forem guiados por um corpo de princípios coerentes, o resultado possivelmente será a supressão da liberdade individual.

A razão é muito simples porém não é compreendida por todos. Uma vez que o valor da liberdade se encontra nas oportunidades imprevisíveis e impossíveis de antecipar que ela cria, quase nunca saberemos o que perdemos com a uma perda em particular da liberdade. Qualquer restrição assim, e qualquer coerção além daquelas dirigidas a fazer cumprir regras gerais, terão como objetivo atingir algum resultado previsível em particular, mas nunca será sabido o que passa a ser impedido por tais restrições. Os efeitos indiretos [1] de qualquer interferência com a ordem do mercado são proximais e claramente visíveis na maioria dos casos, enquanto os efeitos mais indiretos e remotos são em grande parte desconhecidos e portanto desconsiderados. Nunca ficaremos cientes de todos os custos para se atingir resultados específicos por tal interferência.

Portanto, quando decidimos sobre cada assunto baseados somente no que parecem ser seus méritos individuais, sempre superestimamos as vantagens de um planejamento central. Nossa escolha sempre parecerá ser entre um ganho sabido e tangível e a mera probabilidade de prevenção de alguma ação benéfica desconhecida por pessoas desconhecidas.
(dica do blog Bleeding Heart Libertarians)