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sábado, 16 de agosto de 2014

Quem fará passeata por esses mortos?

Iraqi civilian death toll passes 5,500 in wake of Isis offensive | World news | The Guardian:

The violence in Iraq has killed more than 5,500 civilians over the first six months of the year, according to a report by the United Nations that documents the massive humanitarian toll of the Sunni militant offensive.

Estado Islámico ejecuta a más de 700 personas en Siria en 2 semanas:

Los yihadistas del Estado Islámico (EI) han ejecutado a más de 700 personas, en su mayoría civiles, durante las últimas dos semanas en el este de la provincia siria de Deir al Zur (noreste), según confirmó el Observatorio Sirio de Derechos Humanos (OSDH). (...) Además, el OSDH asegura haber podido documentar los nombres de decenas de esas víctimas y señala que cientos de los ejecutados por el EI fueron sacrificados después de sus familias, y les cortaron la cabeza para luego mostrarla en lugares públicos.

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sábado, 2 de novembro de 2013

Argumentar no Brasil é tão fácil que nem precisa pensar

Blog de Ricardo Noblat:  O Globo

A internet se encheu de gritos de maldição contra os articulistas e o jornal que os contratou, leitores anunciaram que cancelariam as suas assinaturas e, fato inusitado, a coluna de estreia de Azevedo, sobre a ação de libertação dos beagles de um instituto de pesquisas científicas, levou a ombudsman do jornal a classificar delicadamente o colunista como um “rotweiller”- o que ela explicou depois, claro, era só uma força de expressão.

Um caso claro de intolerância ideológica, que pode ser facilmente curado por duas providências simples: ou deixar de ler o jornal ou continuar lendo o jornal mas não ler os colunistas desagradáveis. Rebater argumentos e tentar provar com fatos que os deles estão errados e que os seus estão certos nem pensar. Isso dá muito trabalho. Negar em bloco e chamar de “fascista” facilita a vida. Desqualificar sempre, debater nunca. (...)

Mais grave do que isso foi o que aconteceu numa feira literária em Cachoeira, no interior da Bahia, quando ativistas armados apenas pelas suas bordunas de intolerância intelectual impediram, aos gritos, que se realizassem os debates entre o sociólogo Demétrio Magnoli e a cientista social Maria Hilda Baqueiro Paraíso e o filósofo Luiz Felipe Pondé e o sociólogo francês Jean -Claude Kafmann.

Magnoli e Pondé foram impedidos de falar - como Yoani Sanchez já havia sido impedida meses atrás - por pessoas que os xingavam de “fascistas”. Exemplo perfeito daquilo que os franceses chamam de “glissement semantique”- ou deslizamento de sentido das palavras.

O bico do tentilhão: Resenha: "Esquerda Caviar" do economista carioca Rodrigo Constantino

Muitos esquerdistas, por motivos diversos, não veem problema em defender o socialismo e servir-se dos recursos abastados que o capitalismo lhe proveu ou que apenas ele pode prover ("ser de esquerda não é fazer voto de pobreza" disse Sakamoto certa vez). Contudo, resta a pergunta: como o sujeito, dado seu referencial teórico (o socialismo), pode condenar o acúmulo de riqueza, pois segundo ele, "a 'mais-valia' é roubo" e condenar o método pelo qual qualquer um pode chegar à riqueza (o capitalismo de livre mercado) e deleitar-se com vinhos caros, viagens chiques e produtos eletrônicos oriundos de empresas "exploradoras" que "destroem o meio ambiente"?

O Pensador Coletivo -- Demétrio Magnoli

Um centro político define pautas, escolhe alvos e escreve uma coleção de frases básicas. Os militantes as difundem, com variações pequenas, multiplicando suas vozes pela produção em massa de pseudônimos. No fim do arco-íris, um Pensador Coletivo fala a mesma coisa em todos os lugares, fazendo-se passar por multidões de indivíduos anônimos. (...)

O Pensador Coletivo se preocupa imensamente com a crítica ao governo. Os sistemas políticos pluralistas estão sustentados pelo elogio da dissonância: a crítica é benéfica para o governo porque descortina problemas que não seriam enxergados num regime monolítico. O Pensador Coletivo não concorda com esse princípio democrático: seu imperativo é rebater a crítica imediatamente, evitando que o vírus da dúvida se espalhe pelo tecido social. (...)

O Pensador Coletivo abomina argumentos específicos. Seu centro político não tem tempo para refletir sobre textos críticos e formular réplicas substanciais. (...) O Pensador Coletivo interpreta o debate público como uma guerra. "A guerra de guerrilha na internet é a informação e a contrainformação", explica o deputado André Vargas, um chefe do MAV. No seu mundo ideal, os dissidentes seriam enxotados da praça pública. (...) O Pensador Coletivo é uma máquina política regida pela lógica da eficiência, não pela ética do intercâmbio de ideias.

O perigo das minorias violentas | Paulo Roberto Silva no Amálgama

Contudo, a vanguarda formada em dez anos de mobilização pós-moderna viu nos seus novos parceiros um perigo, e confundiu as coisas. Desencadeou-se a campanha contra os “coxinhas”, que atuou para desmobilizar de imediato e retomar o movimento apenas com velhos companheiros. (...)

Na falta de massas, os ativistas entraram na onda de glamourizar os black blocs. Assim, são black blocs para defender os professores grevistas do Rio de Janeiro, black blocs para invadir o Instituto Royal e destruir pesquisa científica. Eles se tornaram o braço armado do movimento social. (...) Ao invés de promover a autodefesa do movimento, como dizem seus defensores, os radicais, black blocs ou não, se envolveram na destruição de pesquisa científica ao invadir o Instituto Royal, na invasão de salas de aula de Medicina, em ações que interromperam o fluxo de trens na periferia de São Paulo em pleno horário de pico e no bloqueio do debate com intelectuais contrários ao movimento, como o que aconteceu com Demétrio Magnoli e Luís Felipe Pondé na Flica.

Folha de S.Paulo - Cotidiano - Violência de 'black blocs' é 'uma barbárie', afirma Dilma a rádios do Paraná - 30/10/2013

"Eu defendo qualquer manifestação democrática. Agora, sem sombra de dúvida, eu acredito que a violência dos mascarados não é democrática, é antidemocrática, é uma barbárie, e acho que ela tem de ser coibida", afirmou, em entrevista às rádios Banda B e Cultura.

Dilma repudia manifestação ‘fascista’ no país - Jornal O Globo

Em entrevista concedida na manhã desta sexta-feira a duas rádios da capital baiana, onde esteve para inaugurar uma via expressa, que liga a BR-324 ao Porto de Salvador, a presidente reafirmou seu apoio a manifestações pacíficas, mas repudiou o uso da violência.

— Nós devemos repudiar, mais do que o uso da violência, o fato de estarem tampadas as faces das pessoas que destroem patrimônio público e privado, provocam ferimentos, machucam e mostram não a civilização e a liberdade da democracia, mas a barbárie. (...) Tem vários lugares do mundo que o método é simplesmente você isolar os manifestantes que fazem esse vandalismo e deixar claro quem são, prendê-los e, obviamente, processá-los. A base da democracia é que cada um, do ponto de vista da lei, responda pelos seus atos.

fonte: Estadão
.fonte: Estadão

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Três artigos no Jornal da Ciência sobre a última invasão da reitoria da USP

Às universidades públicas de São Paulo -- Artigo de Roberto Romano publicado no Estadão
Recordo aos dirigentes acadêmicos, aos professores e estudantes: a autonomia, sobretudo financeira, das instituições paulistas é garantida apenas por um decreto-lei, instrumento jurídico fragílimo. Apoiar ou tolerar a destruição em andamento é, com certeza, a maneira mais eficaz de garantir a radical mudança no estatuto jurídico da USP, da Unesp, da Unicamp, delas retirando verbas públicas, o que será fatal com a perpetuação da truculência. A instauração do ensino pago, a redução das verbas de ensino e pesquisa serão causadas pela tortuosa lógica dos que desejam controlar patrimônios do povo sem prestar contas a ninguém. O mesmo vale para seus cúmplices, estudantes e professores que hoje não se manifestam contra os violentos ou apoiam a corrosão da universidade pública paulista.
As invasões da USP -- Editorial do Estadão
Ao apelar para atos violentos - e o bloqueio à Cidade Universitária é mais um inequívoco ato de violência -, os estudantes deixaram claro que não querem dialogar, mas impor unilateralmente sua vontade política. Também evidenciaram o equívoco de juízes que, em vez de aplicar a lei, para evitar a depredação do patrimônio público e a interrupção da administração central da maior universidade do País, privilegiam argumentos políticos em detrimento do direito positivo.
Universidade, guerra e paz -- Artigo de Francisco Foot Hardman na Folha de SP
Porque, a rigor, o contrato social de fundação da universidade e que se manteve, entre tantas crises, até aqui, pressupõe a capacidade ilimitada de diálogo, única garantia de um pacto de confiança que pode criar os elos para que os saberes se movam de suas certezas incertas rumo à aventura do conhecimento. Quando a violência de poucos contamina o ânimo de muitos, quando alunos elegem professores como alvos preferencias de ataques ou ameaças, no conforto de suas vagas e na certeza da impunidade, quebra-se algo que depois será muito difícil reparar.
links originais:
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,as-universidades--publicas-de-sao-paulo-,1087428,0.htm
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,as-invasoes-da-usp-,1087692,0.htm
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/134886-universidade-guerra-e-paz.shtml

terça-feira, 17 de abril de 2012

Atualmente essa é a divisão de classes que faz sentido

Diplomata do Irã é acusado de abuso de menor - O Globo

— Constatamos que esse senhor era da missão diplomática do Irã em Brasília. Nessa condição, ele estava sob o manto da imunidade diplomática. Fizemos um registro de ocorrência. Vamos encaminhar isso ao Itamaraty. Caso fosse cidadão comum, ele estaria respondendo pelo artigo 217 A, por estupro de vulnerável, com pena de 8 a 15 anos de prisão. Seria considerado flagrante, e estaria preso — disse.

Millôr

sábado, 31 de março de 2012

Questionamento válido a todos os revolucionários que não se importam tanto com o sangue alheio

A luta pela memória -- LUIZ SÉRGIO HENRIQUES no Estadão (negrito adicionado por mim)
A democracia, decididamente, não é um grande monólogo; antes, pressupõe a diversidade de falas, cada uma delas com maior ou menor capacidade de convencimento (de universalização). Por isso, em algum momento, não, obviamente, no terreno criminal, mas no terreno da política, colocar-se-á novamente uma questão espinhosa para o conjunto das esquerdas: por que a "militarização da política" se revelou uma tentação irresistível para tantos agrupamentos, com o respectivo respaldo dos seus intelectuais e de toda uma cultura difusa que pregava a "crítica das armas" e desprezava as "armas da crítica", ou seja, a luta nos espaços legais que nunca deixaram de existir?
Em outras palavras, por que, afinal, a resistência democrática e a esquerda armada representaram fenômenos diferentes e até antagônicos, na medida em que bem se pode argumentar que aquela crítica das armas contribuía, a despeito das melhores intenções, para o endurecimento do próprio regime que se queria combater?
[não aprendemos nada mesmo]
#OccupyDoroty
Como nos sugerem que resolvamos os problemas -- não se pode agradar a todos, né leãozinho? (desenhado por Mike Jacobsen)

sábado, 3 de setembro de 2011

Gostaria de saber qual a posição 'pogrecista' sobre o caso - espanhóis fugidos de Cuba são mandados de volta pela Venezuela

Porém, os fugidos são terroristas espanhóis ("etarra" quer dizer "pertencente ao ETA", grupo terrorista separatista basco que possui conexões com as FARC, entre outros), e as autoridades espanholas afirmaram estar tranquilas porque Cuba já avisou que os fugitivos são deles.
Detenidos en Venezuela tres etarras que habían escapado de Cuba
Los tres habían manifestado por escrito su incomodidad con la situación en la que estaban en Cuba y querían marcharse de allí. En una carta fechada en febrero pasado en La Habana incluso habían calificado al régimen castrista de “carcelero” por impedirles salir. Su constante protesta para abandonar la isla causó malestar en el colectivo de etarras en la isla, una veintena aproximadamente.
A la vista de que no había manera de salir legalmente, hace unos días alquilaron una embarcación de recreo y contrataron a un guía para navegar hasta las costas de Venezuela al modo de los balseros cubanos. (...) Inicialmente están acusados en Venezuela de intento de entrar ilegalmente en el país, pero fuentes cercanas a ellos afirman que ya se está intentado suavizar la postura de las autoridades venezolanas para que se queden.
Venezuela deporta a Cuba a los tres etarras detenidos tras huir de la isla
De los tres etarras, únicamente José Ignacio Etxarte Urbieta tiene una causa abierta en España, al estar procesado por el Juzgado Central de Instrucción número 6 de la Audiencia Nacional, junto a cinco miembros de ETA más y otros seis de las FARC colombianas, por realizar actividades terroristas conjuntas, entre ellas preparativos para atentar contra el presidente colombiano Alvaro Uribe y otros políticos de ese país. (...)
Preguntada por el caso de los tres etarras - Elena Bárcena Argüelles, Francisco Javier Pérez Lekue y José Ignacio Etxarte Urbieta - capturados al llegar a Venezuela con una embarcación con la que salieron ilegalmente de Cuba, [ministra de Asuntos Exteriores, Trinidad] Jiménez ha revelado que "fue el propio Gobierno cubano el que informó que se había producido esa salida y eso ha permitido la detención" de los tres etarras, informa Miguel González.
Ver Original no FailBlogNão é o melhor lugar pro carro enguiçar

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Contendo a onda de democratização - na China

Há dois artigos de Perry Link no blog da New York Review of Books comentando sobre os efeitos na China das ondas de protesto no Egito e outros países do Oriente Médio.

O primeiro comenta sobre a tentativa das autoridades chinesas de censurar termos "sensíveis" como 'Mubarak', 'Egito', entre outros - e as soluções encontradas pelos internautas chineses para driblar a censura, como referir-se a Mubarak como 'Mu Xiaoping' ou 'Mu Jintao' em referência a seus próprios ditadores. E menciona que as revoluções no Egito e Tunísia destroem alguns argumentos do governo chinês, como o de que o desejo por democracia e direitos humanos fazem parte de uma tática imperialista americana, e de que esses países seguem o "modelo chinês" de crescimento econômico com repressão política.

O segundo artigo se refere a uma reunião do politburo chinês para conter a movimentação na internet acerca de uma "Revolução Jasmim" e para definir as táticas para "conter a atual onda de democratização no Oriente Médio". Horas após a chamada para as manifestações democráticas o site responsável foi derrubado, ativistas foram detidos, palavras-chave foram censuradas e os manifestantes reprimidos pela polícia. No discurso seguinte do presidente Hu Jintao ele falou em controle da internet e da necessidade de guiar a opinião pública em "direções saudáveis". O artigo menciona ainda que a "orientação" da opinião pública já existe a partir da imprensa oficiosa (citando o jornal "Global Times"), e divulga  trechos de um resumo da reunião do politburo: bloquear comentários independentes; reforçar a filtragem e administração de blogs, microblogs e fóruns; garantir a adesão dos meios de comunicação aos textos oficiais; e orientar a imprensa subordinada ao Departamento de Propaganda que minimize incidentes locais e que associe os eventos recentes à manipulação americana.




Referências:
Para saber mais:
Crédito da Imagem:


terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Em que Vannuchi quase entende quem se opõe à "comissão da verdade"

Vannuchi: Jobim não é 'canalha', mas está equivocado (Estadão, 20 de dezembro de 2010):
O ministro da Secretaria Nacional de Direitos Humanos reiterou hoje que o objetivo da Comissão da Verdade é encerrar um capítulo importante da história do País, com a revelação da "narrativa oficial" dos casos de tortura e desaparecimento promovidos por uma minoria no Exército brasileiro. Segundo Vannuchi, a ausência de um pedido formal de desculpas é "a mãe de todas as impunidades" persistentes no País.


quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Apanhou de um aleijado e deu num cego, a traição

Em Washington, Celso Amorim diz que EUA têm de aceitar dividir sua liderança (BBC Brasil):
Sobre a recusa do governo brasileiro de condenar publicamente o Irã ao se abster em uma votação da ONU sobre práticas de violações contra os direitos humanos - como a punição por apedrejamento para mulheres adúlteras - o ministro afirmou que o Itamaraty agiu corretamente. “O Brasil não tem complexo de culpa”, afirmou o chanceler, acrescentando que outros países que votam a favor o fazem para “ter um diploma de bonzinho na parede”.

(...)

“Tudo que li no WikiLeaks eu já sabia ou é irrelevante”, afirmou.

(...)

“O presidente Hugo Chavez é nosso amigo e temos um relação de intensa cooperação. Queremos fortalecer a América do Sul.”

(...)

“O Brasil combate o terrorismo, mas temos uma visão diferente. Não relacionamos qualquer tipo de crime com terrorismo”, afirmou.
É verdade; se são terroristas amigos, que explodem carros-bomba (no plural, mesmo), sequestram e exterminam policiais, então é melhor dizer que são "sujeitos que tendem a se manifestar como pura potência disruptiva e negativa"...

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Dois artigos no Estadão sobre os camaradas de Lula

Quanto mais Estado, mais corrupção (Carlos Alberto Sardenberg, 20/09/2010):
Aliás, basta abrir as páginas de classificados da revista The Economist: toda semana aparecem editais oferecendo vagas de diretores e presidentes de companhias públicas em diversos países, sem restrição de nacionalidade para os candidatos. O Brasil, e especialmente no governo Lula, está no lado exatamente oposto. As nomeações são politizadas, cargos repartidos na base de apoio. Isso escancara as portas do "compadrio" e da pura e simples corrupção. (...)

Um diretor nomeado pelo partido tem compromisso com o partido e com os companheiros em geral. Note-se que o presidente Lula consagrou como correta a tese de que é preciso colocar os companheiros e aliados, por critérios políticos, nos postos de governo, nas agências reguladoras e nas companhias públicas. O compromisso com o partido ou com o presidente pode ser cumprido de maneira legal, mas mesmo assim causando danos.
O desmanche da democracia (editorial, 23/09/2010):
Mas as investidas de Lula não são um raio em céu azul. Desde o escândalo do mensalão, em 2005, ele invariavelmente acusa a imprensa de difundir calúnias e infâmias contra ele e a patota toda vez que estampa evidências contundentes de corrupção e baixarias eleitorais no seu governo. (...) A apropriação deslavada dos recursos de poder do Executivo federal para fins eleitorais, a imersão total de Lula na campanha de sua afilhada e a demonização feroz dos críticos e adversários chegaram a níveis alarmantes. (...)

As invectivas contra a imprensa, por exemplo, foram a senha para o PT e os seus confederados, como a CUT, a UNE e o MST, promoverem hoje em São Paulo um "ato contra o golpismo midiático". É como classificam, cinicamente, a divulgação dos casos de negociatas, cobrança e recebimento de propinas no núcleo central do governo.

Sobre isso, nenhuma palavra - a não ser o termo "inventar", usado por Lula no seu mais recente bote contra a liberdade de imprensa que, com o habitual cinismo, ele diz considerar "sagrada". O lulismo promove a execração da mídia porque ela se recusa a tornar-se afônica e, nessa medida, talvez faça diferença nas urnas de 3 de outubro, dada a gravidade dos escândalos expostos. Sintoma da hegemonia do peleguismo nas relações entre o poder e as entidades de representação classista, o lugar escolhido para o esperado pogrom verbal da imprensa foi o Sindicato dos Jornalistas.


segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Diz-me com quem andas...


E veja também a reação de Dilma à reportagem da Folha, sem dublê. Como conclui Da C.I.A.:
O modo como ela se comportou é duplamente útil: Primeiro vemos uma típica postura autoritária e ameaçadora contra um jornalista que provavelmente não é o responsável pela matéria e que dificilmente teria autoridade para responder pelo jornal. Segundo, por sua distorção dos fatos e confusão com os dados, fica mais claro por que esta gente odeia tanto a Imprensa: Eles mal sabem ler!





sábado, 4 de setembro de 2010

Moral elástica

Trecho do texto "Faca na mão, multiculturalismo no coração" [Diogo Costa no OrdemLivre.org]:
Não existem diferentes lógicas assim como não existem diferentes justiças ou diferentes verdades. E a verdade é que, se o assassinato de inocentes é um crime, uma violação de justiça para todos os humanos, logo será crime se for praticado no oeste europeu, no leste asiático, ou no centro-oeste brasileiro. Direitos humanos se aplicam a toda a humanidade, não apenas a crimes cometidos por ocidentais contra outras culturas, ou por maiorias contra minorias.

Drª. Neusa provavelmente acredita no progresso, que as transformações ocorridas no Brasil e no resto do mundo civilizado nos últimos 50 anos foram provavelmente positivas. Mas não acredita no progresso para os outros. Os outros devem permanecer exatamente como são no momento da observação do cientista social. A compreensão do valor da vida humana, da dignidade de cada pessoa, pode ser ensinada aos filhos da Drª. Neusa, mas não aos seus vizinhos étnicos. Eles não podem ter nenhum tipo de progresso moral, devem permanecer praticando os mesmos hábitos, trabalhando nas mesmas profissões, e morrendo das mesmas doenças. Quem lhes trouxer mudanças que ampliem sua expectativa de vida e sua capacidade de escolha será considerado um corruptor cultural.

O multiculturalismo da Drª. Neusa está protegendo a civilização indígena dos hábitos ocidentais da mesma forma que um muro de Berlim protegia os alemães orientais da liberdade ou a pobreza de Bangladesh protege seus habitantes da prosperidade.
Dica do De Gustibus, que recomendou também essa notícia do Estadão:
No dia seguinte à abertura oficial das conversas de paz entre israelenses e palestinos, a segurança foi reforçada em toda a cidade de Jerusalém, que recebeu mais de 120 mil fiéis muçulmanos para as rezas da última sexta-feira do Ramadã na Esplanada das Mesquitas, que ocorre também às vésperas do ano-novo judaico.

A tensão, acima do normal, justifica-se pela ameaça de grupos radicais palestinos de intensificar seus ataques para impedir o avanço das conversações. Na Faixa de Gaza, 13 milícias radicais - que incluem do braço armado do Hamas, o Ezzedine Al-Qassam, a grupos locais pouco conhecidos - divulgaram um documento conjunto no qual pregaram o aumento dos atentados contra israelenses.
Sobre as negociações, leia o comentário de Marcos Guterman:
O governo do Irã chamou de “traidores” os países árabes que estimularam e estão participando da retomada das negociações de paz entre Israel e palestinos. Ao mesmo tempo, o Hamas, associado de Teerã, anunciou que vai intensificar os ataques contra Israel, com ajuda de outros grupos terroristas, com a deliberada intenção de sabotar o diálogo. O Hizbollah, outro associado do governo iraniano, aplaudiu o atentado do Hamas que matou quatro colonos israelenses, entre eles uma mulher grávida, dizendo que “essa é a maneira de liberar a Palestina”.




sábado, 28 de agosto de 2010

Reconhecer os erros e abusos do passado ou orgulhar-se de não ter mudado em nada?

Franklin Martins deixa claro que terroristas e torturadores tinham a mesma lógica. A diferença é que uns viraram heróis, e outros foram para a justa lata do lixo! Ou: esta gente está no poder [Reinaldo Azevedo]:
Franklin Martins eu sei muito bem o que faz. De trabuco na mão — se matou alguém, não sei; o MR-8, a que ele pertenceu, tem diversos assassinatos nas costas —, ele seqüestrou um embaixador e confessa, entre gostosas gargalhadas, que o homem seria, sim, executado se as exigências não tivessem sido satisfeitas. Hoje, até onde sei, não anda com um revólver na cinta. Tornou-se o czar da publicidade oficial e está empenhado em derrotar a “mídia”. Entenda-se por “mídia” qualquer texto jornalístico que não cante as glórias do presidente Lula e que não endosse as suas mistificações. E, aí, vale tudo mesmo.

O mais curioso é que, durante um bom tempo — no governo FHC —, o rapaz, então contratado da Globo, fez a linha “progressista moderno”, interessado apenas em fazer uma análise sem paixões da política. Um monte de gente caiu no truque. A chegada de Lula ao poder foi lhe despertando, parece, antigos apetites.


sexta-feira, 23 de julho de 2010

O Foro de São Paulo e as FARC

PT e Farc, uma antiga relação ideológica que encontrou abrigo no governo brasileiro « João Bosco:
É a identificação ideológica do PT com as Farc em sua origem que leva o assessor especial da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, a classificá-la de “movimento insurgente”, quando ela já é considerada um movimento terrorista pela Colômbia, Estados Unidos e União Européia. (...)

As Farc integraram até 2002 uma entidade política, o Foro de São Paulo, criada, em 1990, por Lula e Fidel Castro – e inicialmente presidida pelo brasileiro. Depois de 2002, ano do seqüestro da então senadora e candidata à presidência da Colômbia, Ingrid Betancourt, desvincularam-se do Foro, mas continuaram a frequentá-lo informalmente. O objetivo declarado do Foro é debater estratégias para tornar o continente sul-americano socialista, o que é perfeitamente legal.

Essa estratégia, uma vez Lula no poder, está em curso através de uma política externa claramente hostil aos Estados Unidos e ostensivamente tolerante com regimes ditatoriais, como os de Cuba e Venezuela. O alinhamento da Colômbia aos EUA para combate ao tráfico, é fator de tensão com governos vizinhos como os de Chávez e Rafael Correa, do Equador. Não por acaso, o foco maior das tensões é a ação das Farc. (...)

O governo Lula diz jamais ter tido qualquer tipo de contato com as Farc, mas recusa-se a classificá-las como terroristas. Consideram-nas um grupo insurgente. Nada mais.

No entanto, há quatro anos, a pedido da ministra Dilma Rousseff, foi requisitada para cargo de confiança na Secretaria Especial da Aquicultura e Pesca, com ônus para a Casa Civil, a professora Angela Maria Slongo, funcionária do Estado do Paraná. Vem a ser esposa de Olivério Medina, que na ocasião estava preso no Brasil, acusado pelo governo da Colômbia de ser um dos dirigentes das Farc.

Hoje, solto, Medina goza do status de refugiado político, não obstante pedido de extradição do governo colombiano, que mantém tratado nesse sentido com o governo brasileiro.

Quando do resgate de Ingrid Betancourt, o PT emitiu nota saudando sua libertação, mas, em vez de pedir a punição dos sequestradores, pleiteou, como desdobramento, uma “negociação que permita a inserção dos guerrilheiros e de seus simpatizantes na vida pública”. Ou seja, em vez da aplicação da lei, o governo colombiano deveria “negociar” a anistia e a inserção dos criminosos no ambiente político. (...)

No Brasil, são notórias as ligações das Farc com organizações criminosas (Comando Vermelho, PCC), às quais treinam e vendem armas e drogas. Um de seus interlocutores era Fernandinho Beira-Mar, que está preso.

Nada disso, porém, constrangeu a presença de gente das Farc no Foro de São Paulo. O desligamento formal não impediu que representantes daquela milícia se fizessem presentes. Na última reunião do Foro, no Uruguai, havia um representante seu.


quinta-feira, 15 de julho de 2010

O Brasil, desde España

Trechos de três reportagens de Juan Arias para o El País (destaques e [traduções] de termos adicionados por mim).

Presidente de Brasil de ocho a seis · 05/07/2010:
Lula desea tanto la elección de Rousseff que ha desafiado seis veces a la justicia electoral, que lo ha multado por hacer proselitismo. Hace más de un año que el presidente brasileño aparece en todos los actos del brazo de Rousseff, presentándola como la mejor candidata para continuar su proyecto político, el "lulismo", hasta el punto de que en los lugares más pobres del noreste piensan que Dilma es "a mulher do Lula". (...)

El partido DEM (Demócratas) está dispuesto a recurrir a la justicia para dilucidar [elucidar] si para un Presidente de la República existe un horario laboral y otro en el que sus actos puedan desligarse de su cargo. La oposición teme que el Gobierno use la máquina administrativa después de las seis de la tarde para ponerla al servicio de la candidata oficial.
Rousseff rectifica su programa horas después de presentarlo · 08/07/2010:
Durante los ya casi ocho años de Gobierno de Luiz Inácio Lula da Silva, el ala más izquierdista del PT también intentó modificar, por ejemplo, su política económica, de cuño liberal, y le propuso en varias ocasiones que controlara los medios privados de comunicación. La fuerza de Lula en el PT, del que fue fundador y miembro de máximo prestigio, hizo que pudiera [fez com que pudesse] en cada momento hacer frente a las pretensiones de su partido imponiendo una política moderada.

Ahora, muchos electores - incluso de los partidarios de la política de Lula - se preguntan si su candidata tendría la misma fuerza que él para no sucumbir a las políticas más radicales del PT. Su presidente, José Dutra, ya ha anunciado que el partido no permitirá a Rousseff la libertad de acción que le permitió a Lula, avalado [avalizado] por el liderazgo [liderança] que él ejercía en el mismo. La candidata oficialista llegó tarde al PT, procedente del Partido Democrático de los Trabajadores (PDT), y nunca tuvo cargos en el partido ni fue escogida [escolhida] por él como candidata a la sucesión de Lula. Se trató de una decisión personal del propio presidente, que el PT acabó acatando.
Los Sin Tierra apuestan por la candidata de Lula "para poder seguir invadiendo tierras" · 10/07/2010:
El Movimiento de los Trabajadores Rurales Sin Tierra (MST), (...) ha apostado públicamente por la candidata del Gobierno, la ex guerrillera Dilma Rousseff, al considerar que con ella tendrán las manos más libres para continuar de nuevo con las invasiones de tierras.

Lo ha declarado el líder del movimiento, el economista marxista, João Pedro Stedile, varias veces condenado por la justicia por invasiones ilegales no sólo de tierras sino tambien de edificios oficiales del Estado, así como de destrucción de objetos, utensilios y plantíos en las fincas [fazendas] ocupadas por el Movimiento.

"Con Dilma, nuestra base social percibirá que vale la pena movilizarse, que podremos avanzar haciendo más ocupaciones de tierras y más huelgas [greves]", afirma. (...)

Stedile, que raramente da entrevistas reconoce que el Movimiento vive un mal momento incluso ante la opinión pública que durante años exaltó a los Sin Tierra pero acabaron perdiendo fuerza por sus acciones ilegales cuando pasaron de invadir tierras que consideraban improductivas a ocupar fincas en pleno cultivo llegando, por ejemplo a arrancar miles de árboles de fruta.


domingo, 18 de abril de 2010

O verdadeiro problema social, segundo ditadores

Hoje li duas notícias que se complementam, pelo exemplo de idiotice com que nós, humanos, temos que lidar. A primeira é essa:
O aumento de relações sexuais ilícitas é a causa do aumento dos terremotos, segundo o aiatolá Kazem Sedighi, imã das orações de sexta-feira em Teerã, citado neste sábado pelo jornal iraniano Aftab. (...)

Sedighi também afirmou que "um esforço coletivo é necessário" para solucionar os problemas da sociedade provocados pelo "aumento da idade do casamento e pelo número de divórcios".
Os "problemas da sociedade" referidos pelo caquético são esses:
Uma garota de 12 anos do Iêmen morreu três dias depois do casamento. Ela não estava preparada, fisicamente, para o sexo. O marido não considerou isso um obstáculo. A jovem noiva, Elham Mahdi, teve hemorragia interna e não suportou. (...)

É previsível que o choque da morte da menina de 12 anos apresse as mudanças. Será o segundo choque, na verdade. O primeiro veio com a atitude desconcertantemente rebelde de uma noiva de 10 anos, Najood Ali. (...) Noomi acabou encontrando uma defensora, a advogada Shada Nasser, e obteve o divórcio. Voltou à casa dos pais. Virou uma heroína entre as mulheres. (...)

A rebelião épica de Noomi trouxe para o centro das discussões, no Iêmen, a questão das jovens noivas. Mas não houve uma ação efetiva que livrasse da morte a noiva de 12 anos massacrada numa sessão de sexo da qual deveria estar protegida.
(via @rcalsaverini e @perestroika_dce).

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Ética, ordem legal, e a anestesia

Notícias e comentários da semana:

Arruda fora da cadeia e a ordem legal:
Espero que Arruda e toda a turma puxem uns bons anos no xilindró quando condenados. Mas é preciso que haja antes a condenação, ou uma prisão provisória se transforma em cumprimento antecipado da pena. À diferença do que podem pensar alguns, esse “direito” não serve para proteger criminosos. Serve para proteger os inocentes dos muitos erros que podem acontecer no curso de um processo. (...)

Todos têm direito ao devido processo legal — os bandidos também. Um estado que não reconhece os direitos dos criminosos porque criminosos estaria prestes a não reconhecer os direitos de qualquer homem: bastaria, para tanto, que ele fosse declarado um… “criminoso”, e um estado nessas circunstâncias poderia fazê-lo sem problemas. É o que Chávez faz, por exemplo, na Venezuela. Ninguém lá está preso ou é perseguido por discordar do “chefe”. Ele sempre acusa os adversários de um crime comum qualquer.  Tomem cuidado, para lembrar frase famosa, com soluções simples, fáceis e erradas para problemas difíceis.

Se for o caso de se mudarem as leis vigentes para punir mais celeremente gente como Arruda, então que se comece o movimento para mudar as leis. Por tudo o que se sabe até aqui, o lugar de Arruda é na cadeia, respeitado o devido processo legal.

Laudos e ética (via Orlando Tambosi):

Se fôssemos seguir o "código de ética" da Associação Brasileira de Antropologia, deveria o antropólogo fornecer a "garantia de que a colaboração prestada à investigação" não seria "utilizada com o intuito de prejudicar o grupo investigado". O "código de ética" não se volta à imparcialidade do trabalho, à verdade, mas se caracteriza pelo comprometimento com uma das partes. (...)

Logo, a ética interna da profissão inviabilizaria um laudo pericial isento! Ou ainda, o "bom" antropólogo seria aquele que sempre daria ganho de causa aos indígenas, enquanto o "mau" antropólogo seria aquele que daria ganho de causa aos "fazendeiros". No dizer de uma antropóloga: "Qual de nós, aqui nesta sala, aceitaria fazer um laudo para um fazendeiro que esteja ocupando terras indígenas, mesmo que o tenha feito sem conhecimento disso (o que é possível)? Há antropólogos que se prestaram a esse tipo de serviço e são aqueles que denominamos como antropólogos de fundo de quintal da Funai." O mesmo valeria para os quilombolas.
O silêncio dos conscientes (via Cláudio Shikida):

Intelectuais conhecidos chegaram a dizer que o escândalo do mensalão, por exemplo, era uma crise “sem importância”. Mas um sujeito e um partido que constroem sua fama em torno da palavra “ética” devem ser no mínimo cobrados de modo igual. No entanto, a sucessão de falcatruas multipartidárias e a mise-en-scène da Polícia Federal anestesiaram a indignação. O conluio com o PMDB de Sarney et caterva, que na semana passada derrubou a ação popular que queria proibir candidatos com ficha suja, não os leva às tribunas de protesto. A impunidade de Waldomiros e Delúbios não gera manifestos e passeatas. (...)

O resultado é que temos um governo muito mal analisado, que por isso mesmo navegou sobranceiro no segundo mandato. Os traídos e os detratores foram se cansando, vergados pelas pesquisas. Aqui e ali, diante de um pequeno escândalo ou outro, ou de algumas recaídas populistas contra a “zelite” e a “imprensa burguesa”, críticas foram feitas, mas sem efeito. Os anos Lula geraram uma pasmaceira geral, calando até os que se diziam conscientes das mazelas nacionais. Nenhuma reforma séria foi a cabo; a renda apenas recuperou o valor de uma década atrás; a maioria continua sem ensino de qualidade, sem esgoto nem justiça, mas pagando impostos absurdos; a ladroeira em todos os níveis passou a ser tratada como deslizes da natureza humana ou meras praxes como caixa 2; a estatização e a defesa de países autoritários voltaram ao discurso; o presidente desdenha das instituições e leis quase todo dia.
Lula participa de evento e critica a Justiça Eleitoral:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou hoje (8) pela primeira vez de um ato político de apoio à candidatura de Dilma Rousseff (PT) desde que ela deixou o governo, há nove dias, e criticou a Justiça Eleitoral. Na abertura do encontro do PC do B, Lula afirmou que ninguém pode ficar esperando, a cada eleição, mudanças na lei e garantiu que fará "campanha na rua" para Dilma.
Em evento do PCdoB, Lula desafia a Justiça e chama Dilma de futura presidente:

Foi o primeiro evento em que Lula e Dilma estiveram juntos depois que ela saiu da Casa Civil.
- Quando eu estiver fora (do governo), vou ter força para evitar que se faça com a Dilma o que fizeram comigo em 2005 (aparentemente, ele falava da investigação do mensalão do PT). Vou gritar mais, vou ter mais liberdade. Não vou ser instituição. Vou arregaçar as mangas para fazer a reforma política, porque não podemos ficar subordinados ao que um juiz diz que podemos ou não fazer. Vou poder gritar mais, perturbar mais - disse Lula, em tom exaltado.
'Contenha seu entusiasmo pelo Brasil', diz colunista do 'WSJ':

O'Grady admite que o Brasil melhorou "em relação ao que era em meados da década de 90, quando hiperinflação alimentou caos nacional", e disse que "o crédito por controlar os preços vai para o ex-presidente de dois mandatos (Fernando) Henrique Cardoso, cujo governo implementou o Plano Real".

A autora minimiza o papel do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no comando do país, dizendo que "uma revisão de sua gestão revela que a melhor coisa que ele fez como chefe-executivo do país foi nada". "Além da reforma da lei de falências e a melhoria da legislação relativa a seguros, ele (Lula) fez muito pouco."
Agressores de Mário Covas fundam a filial urbana do MST:

Na temporada grevista de 2000, foi Mário Covas. Açulada pelo então deputado José Dirceu, a companheirada agrediu o grande governador já em luta contra o câncer. “Eles têm de apanhar”, gritava Dirceu. Talvez não fizesse isso hoje: a primeira bengalada ninguém esquece. Mas os milicianos seguem colecionando reinvidências com o o desembaraço de quem não tem compromisso com a educação.

Claro que várias reivindicações, em sua essência, são justas. Mas as carências que atormentam os professores não se restringem a São Paulo. Estendem-se ao Brasil inteiro, e são muito mais aflitivas em Estados como, por exemplo, o Piauí, o Maranhão e a Bahia. Nessas paragens os sindicalistas preferem não interromper o ano letivo. Não se faz uma coisa dessas com governadores companheiros.
Após um mês, greve dos professores de São Paulo chega ao fim:

Professores presentes na manifestação que ocorreu na tarde desta quinta-feira na Avenida Paulista, na região central de São Paulo, decidiram acabar com a greve da categoria, que completou hoje um mês de duração. A decisão, anunciada por representantes do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) de cima do carro de som, não agradou a todos os manifestantes.

Um ovo foi arremessado contra a presidente da Apeoesp, Maria Izabel Noronha, e um grupo de professores gritava "fora Bebel" - como ela conhecida no sindicato - gerando um princípio de tumulto.
Ex-diretora da EBC assume hoje assessoria de imprensa de Dilma:

A ex-diretora da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) Helena Chagas assumiu nesta segunda-feira (12/04) o comando da assessoria de imprensa da pré-candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff. A jornalista trabalha ao lado de Oswaldo Buarim, que já era assessor da ex-ministra, e de Rui Falcão, que dirige a comunicação do PT.
Altamente recomendáveis também os posts do Gravataí Merengue, do Augusto Nunes, do Josias de Souza e do Fernando Rodrigues.


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