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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Prá quem acredita que o governo, de repente, deixou de se preocupar com Ciência...

... ele nunca deu bola. Quem poderia adivinhar que a Ciência no Brasil está indo pro buraco, não é verdade? Relendo esse esquecido blog, não é de surpreender que o Brasil esteja em crise, e tem tudo prá piorar. Abaixo, algumas notícias sobre o contínuo descaso com o MCT:



O peso da tesoura | Revista Pesquisa Fapesp (Maio/2011)
No caso do Brasil, o orçamento do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) ficou em cerca de R$ 6,37 bilhões. Inicialmente, a verba prevista para a pasta era de R$ 8,1 bilhões, mas foram cortados R$ 713 milhões em emendas parlamentares, que atingiram principalmente projetos de inclusão digital, e R$ 353 milhões do orçamento direto. Outros R$ 610 milhões dos recursos dos fundos setoriais foram bloqueados para garantir recursos para o pagamento das dívidas do governo, expediente conhecido como contingenciamento. No pacote de cortes de R$ 50 bilhões no orçamento da União, justificado pela necessidade de cumprir metas fiscais e evitar o aumento da inflação, a redução no orçamento do MCT ficou em R$ 1,7 bilhão. O Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), uma importante fonte de recursos do ministério, teve bloqueados 20% de seus recursos. Com isso, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) perdeu R$ 430 milhões. A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), agência do governo federal que financia projetos de inovação de empresas e universidades, perdeu R$ 1 bilhão.
Ajuste fiscal x 'pátria educadora': entenda os cortes anunciados pelo governo - BBC Brasil (Jan/2015)
O Ministério do Planejamento anunciou nesta manhã um corte provisório de R$ 1,9 bilhão por mês o que significaria uma economia anual de R$ 22,7 bilhões. Esses valores podem mudar após o Congresso aprovar o orçamento deste ano.
O contingenciamento anunciado hoje é resultado de um corte linear nas despesas de custeio consideradas não obrigatórias de todos os ministérios. Ou seja, a previsão inicial para esses gastos foi reduzida em um terço em todas as pastas. Como o Ministério da Educação é o que tinha o maior valor previsto, sofreu o maior corte R$ 7,042 bilhões.
Redução do orçamento do MCTI fica próxima de 25% | Agência Espacial Brasileira (Maio/2015)
O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Nelson Barbosa, anunciou na sexta-feira (22) os cortes nas contas públicas para o orçamento do ano. No total, o reajuste soma R$ 69,9 bilhões, com divisão da redução entre os 39 ministérios do Executivo, as emendas impositivas do Legislativo e os programas do governo federal. Para o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o corte foi levemente mais brando. A redução de gastos ficou próxima de 25%. A Lei Orçamentária Anual (LOA) previa R$ 7,311 bilhões para a pasta, mas o orçamento final ficou em R$ 5,467 bilhões.
Ciência brasileira entra em crise com perda de recursos (Agosto/2015)
A crise econômica está batendo com força à porta da ciência brasileira. Não bastassem os ajustes fiscais, que reduziram o orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) em 25%, e do Ministério da Educação (MEC) em 9%, o setor sofre desde 2014 com a perda de royalties do petróleo e com o saque de recursos destinados à pesquisa científica para o pagamento de bolsas do Ciência sem Fronteiras. Sem dinheiro em caixa, agências de fomento federais estão cancelando editais e atrasando o pagamento de milhares de projetos já aprovados no ano passado. (...)

O que mudou? A principal fonte de recursos para pesquisa no País é o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), um grande portfolio de fundos setoriais, dentre os quais o do petróleo (CT-Petro) costumava ser o maior de todos. A partir de 2014, pelas novas regras de distribuição de royalties do setor, os recursos da exploração do pré-sal que antes alimentavam o FNDCT passaram a fluir para outra conta, do Fundo Social, que não é dedicado à ciência. Com isso, o valor arrecadado pelo CT-Petro despencou de R$ 1,4 bilhão em 2013 para R$ 140 milhões em 2014 – e não deve chegar a R$ 30 milhões neste ano.
O valor total arrecadado pelo FNDCT em 2014 caiu 28% em relação ao ano anterior: de R$ 4,5 bilhões para R$ 3,2 bilhões; e mais de R$ 1 bilhão desse valor foi empenhado para o programa Ciência sem Fronteiras (CsF) — que, originalmente, deveria ser financiado com dinheiro novo. Lideranças científicas chegaram a descrever a decisão como uma “canibalização” do sistema nacional de ciência e tecnologia. Este ano, a história deve se repetir, com mais R$ 1 bilhão reservado no orçamento do fundo para o programa. Somados esses fatores, a lei de royalties e o CsF drenaram R$ 2,5 bilhões do FNDCT em 2014.
Folha de S.Paulo - Opinião - Corte no Ministério da Ciência e equívocos - 24/05/2012
No mesmo momento em que a administração federal cortava em 23% (R$ 1,5 bilhões) o orçamento do Ministério da Ciência e Tecnologia, era aprovado um programa de bolsas para o exterior, denominado Ciência sem Fronteiras, de R$ 3,2 bilhões.

Não é só o maior programa com recursos públicos do mundo. É, certamente, maior que todos os demais, de todos os outros países juntos. (...) Dos 700 mil estudantes estrangeiros em escolas e universidades americanas, apenas 4,6% são sustentados com recurso público de seus respectivos países.
Simultaneamente, o governo injeta uma verba adicional de R$ 6 bilhões na Finep, aparentemente para apoiar indústrias inovadoras e, especialmente, aquelas que atuam em áreas relevantes para o "pré-sal". Somados esses dois programas, temos um valor seis vezes maior do que o corte do Ministério da Ciência e Tecnologia. Podemos, pois, concluir que não foi por falta de recursos financeiros que houve o corte do orçamento do MCT -que, aliás, foi de 23%, enquanto a média nacional foi de pouco mais que 4%.

Gráfico retirado da reportagem da Folha, acima

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Notícias e números da semana

Fiscais de São Paulo são investigados por desviar impostos de 410 obras

Um documento apreendido com um dos auditores fiscais da prefeitura de São Paulo, suspeitos de fazer fortuna ao receber propina de construtoras na capital paulista, mostra que ao menos 410 empreendimentos fizeram parte do maior esquema de corrupção descoberto nos últimos anos na cidade. (...)
A suspeita inicial era que um grupo de seis auditores da prefeitura cobraria propina das construtoras para que elas pagassem apenas metade do Imposto Sobre Serviço (ISS). Por exemplo, uma empresa que estava construindo um prédio e tinha de pagar 100.000 reais em ISS, entregava 50.000 reais aos auditores suspeitos. Esse valor era dividido da seguinte forma: 30.000 reais para o grupo que agora está sendo investigado, 10.000 reais para despachantes e apenas 10.000 reais caíam nos cofres públicos como impostos.

A corrupção nossa de cada dia (mas quem discorda desse subjetivismo, dessa obediência à la carte, é legalista, é reaça, já viu...)

A previdência social, uma das áreas mais afetadas pelo “jeitinho”, descobriu, apenas em 2013, 56 fraudes que causaram um prejuízo de 82 milhões de reais aos cofres públicos, afirma o Ministério da Previdência Social. O dinheiro estava sendo destinado para pessoas que passaram a receber benefícios depois de apresentarem documentos falsos, como atestados médicos ou comprovantes de união estável.  (...) Uma pesquisa feita pelo Centro de Referência do Interesse Público (CRIP) da Universidade Federal de Minas Gerais mostrou em 2009 que 77% dos entrevistados acreditavam que a corrupção é um problema grave no país. Ao mesmo tempo, 35% delas concordaram que atitudes como sonegar impostos, quando eles são caros, podem ser erradas, mas não corruptas. “Não é que as pessoas não percebam que são erradas. O que elas fazem é justificar esse erro por conta de alguma coisa que diga respeito aos seus interesses e necessidades mais imediatas. A questão que envolve o problema da corrupção é essa ambivalência dos valores”, afirma Fernando Filgueiras, coordenador do centro.

Um ano depois da descoberta do escândalo estrelado por Lula e Rose, o país continua querendo saber quem fez o quê

Escalada para agir no núcleo especializado em tráfico de influência ─ um dos três em que o bando se dividia ─ Rose valeu-se das relações íntimas que mantinha com Lula para a consumação de irregularidades suficientemente numerosas para promovê-la ao cargo informal de “Facilitadora-Geral da República”. A boa vida acabou em 23 de novembro de 2012, quando a Polícia Federal, munida de um mandado de busca e apreensão, invadiu o escritório e a casa da protegida de Lula.

Passado um ano, o acervo de reveses é de bom tamanho. A perda do salário de R$ 12 mil é a menos relevante. Uma mesada negociada com Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, tem livrado a desempregada de dificuldades financeiras. O que a transformou numa mulher amargurada foi a perda de outros privilégios que lhe garantiam a vida de segunda-dama.

Deixou, por exemplo, de viajar no Aerolula, a bordo do qual fez 28 viagens internacionais em companhia do presidente como passageira clandestina, deixou de ser convidada para hospedar-se no Palácio Pamphili, a esplêndida relíquia arquitetônica que abriga a embaixada brasileira em Roma. Perdeu até o direito aos mimos que levaram a Polícia Federal a qualificá-la de petequeira. Essa expressão, utilizada nos meios políticos e empresariais, designa quem se deixa corromper por ninharias, como ingressos para camarotes no Carnaval do Rio de Janeiro, cruzeiros no litoral paulista, financiamentos de pequenas cirurgias ou apartamentos.

Um terço na Bahia depende do Bolsa Família (via Implicante)

O aumento médio de inscrições é de 100 mil famílias por ano. Neste ano, até novembro, foi registrado um crescimento de 300 mil. "O maior acesso a informação sobre o programa facilitou o cadastro, contribuindo para o aumento. Outro fator é o enquadramento de mais pessoas às exigências do MDS", explica a coordenadora regional do Bolsa Família, Luciana Santos. Oito milhões de pessoas estão inscritas no cadastro único do governo federal, o que equivale a 58% da população do Estado, segundo a coordenadora que também informa que a inscrição não assegura o recebimento do benefício. Dados do MDS atestam que, em novembro deste ano, o valor total transferido às famílias atendidas alcançou R$ 244 milhões.  (...)

Avena lembra que esse crescimento mostra, por outro lado, uma faceta negativa: o seu caráter assistencialista e sem políticas que contribuam para os participantes se tornarem  autossuficientes. Para o economista, o governo federal ainda não conseguiu dimensioná-lo como um plano de caráter emergencial e temporário, conforme a proposta inicial. "O aumento do número de pessoas cadastradas é a prova de que o programa não está funcionando. Se é emergencial, deveria exibir, gradualmente, uma redução do número de famílias inscritas".

 'O dogmatismo é uma doença da esquerda', diz Mujica

O dogmatismo é uma doença crônica da esquerda latino-americana. Acreditamos que somos possuidores de uma verdade absoluta. A esquerda tem a doença de sempre ser apaixonada pelos modelos em que acredita. Mas se penso que meu vizinho deve pensar como eu, estamos fritos.

Governo não entrega 22 obras da Copa, mas mantém benefícios (via Implicante)

O Governo Federal anunciou na última segunda-feira a retirada de mais 14 obras da chamada Matriz de Responsabilidade da Copa do Mundo. Com isso, chega a 22 o número de projetos que receberam benefícios e incentivos para ficarem prontos até o Mundial, mas que só serão entregues após o torneio. A retirada deles da lista oficial de projetos da Copa, aliás, não reduziu as vantagens concedidas pelo governos às construções. As obras retiradas da Matriz de Responsabilidade seguem gozando dos mesmos juros especiais em financiamentos públicos, parcelamentos a perder de vista e o RDC (Regime Diferenciado de Contratação), que simplifica o processo de licitação definido na Lei 8.666. Além disso, não sofrerão qualquer penalidade em caso de atrasos.  (...)

Todos os projetos em estádios foram mantidos e tiveram, inclusive, seu orçamento ampliado, e muito. Em janeiro de 2010, as obras deveriam custar R$ 5,9 bilhões. Hoje, a estimativa é que custem R$ 8 bilhões. (...) À época, as assinaturas dos governantes foram vistas como um compromisso para a execução dos projetos e como uma garantia de tratamento diferenciado para as obras ali listadas. Era, antes de de tudo, uma garantia de que o chamado legado da Copa realmente existiria. Hoje, porém, os governos estaduais e municipais não tem mais a obrigação de executar dentro do prazo as obras a que se comprometeram para a Copa do Mundo. Após descumprirem tal condição, essas administrações podem seguir com seus projetos sob as mesmas condições, abastecidos por linhas de crédito subsidiadas do BNDES e da Caixa Econômica Federal.

 Mulheres são as mais afetadas pelo consumo de drogas na família, diz pesquisa

As mulheres são as mais afetadas pelo consumo de drogas na família. De acordo com levantamento apresentado hoje (3), elas são a maioria (80%) a sofrer os impactos negativos, sejam eles psicológicos ou financeiros, do vício. Das mulheres afetadas, 46% são mães de usuários, sendo que 66% delas são consideradas "chefes de família". Metade delas sofre de problemas físicos ou psicológicos em decorrência do consumo de drogas pelo filho.

Editorial ZH: Um dilema nacional

Divulgado dois anos depois do lançamento do programa federal Crack, é Possível Vencer, que se comprometia, entre outros aspectos, a garantir assistência para dependentes, o estudo mostra um quadro ao mesmo tempo desolador e desafiador. Nada menos de 28 milhões de brasileiros, por exemplo (...) convive com algum usuário. Em muitos casos, essas pessoas são submetidas constantemente a agressões verbais e até físicas, têm seu patrimônio pessoal dilapidado e sofrem pressão psicológica constante, a ponto de muitas se abalarem emocionalmente com gravidade. (...)

Alguns dados apontados pela pesquisa não deixam dúvida sobre o grau de desestruturação familiar em consequência do problema: nada menos de 58% dos entrevistados com algum usuário de drogas na família, por exemplo, têm afetada a habilidade de trabalhar ou estudar. E, o que é igualmente preocupante, 29% dos que foram consultados estão pessimistas quanto ao seu futuro imediato.

Brasil cai pela 3ª vez seguida em ranking de solidariedade

Pelo terceiro ano seguido, o Brasil recua posições em um ranking mundial que mede a solidariedade da população. O dado de 2013 mostra que país é o menos generoso da América Latina, ao lado da Venezuela, e o 91º entre todas 135 nações analisadas. (...) O que tem puxado o Brasil para baixo no ranking --em 2009 estava na 54ª posição-- é o item que analisa "ajuda a desconhecidos". Em 2008, 51% da população praticava esse tipo de ação. Agora, 42%.

Educação no Brasil evolui, mas resultados no Pisa não são expressivos, analisam especialistas

O Brasil ocupa o 58º lugar em matemática, o 55º lugar em leitura e o 59º lugar em ciências em um ranking de 65 países no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) 2012. O cenário não é muito diferente do de 2009, quando o país assumiu a 53ª posição em leitura e ciências, e o 57º lugar em matemática. (...) Nos três casos, no entanto, o país está abaixo da média dos países da OCDE e a maior parte dos estudantes tem conhecimentos básicos nas áreas. Em matemática, 67,1% estão no nível 1 ou inferior, ou seja, são capazes de fazer operações básicas e resolver problemas simples. Apenas 1,1% dos estudantes está no nível 5 ou 6 - o máximo - de proficiência.

América Latina ocupa as últimas posições de relatório PISA sobre educação | Internacional | Edição Brasil no EL PAÍS

Apesar dos esforços e os reiterados compromissos anunciados pelos Governos da região para fazer da educação sua bandeira política, os países da América Latina  apontaram um retrocesso nos níveis educativos nos últimos três anos, que os levou aos últimos postos da lista do Relatório PISA (Programme for International Student Assessment) sobre Educação 2012, divulgado nesta terça-feira pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). (...)

O Brasil está muito atrás no ranking, no posto 58, apesar de o relatório dedicar ao país um capítulo, intitulado “Lições esperançosas de um grande sistema federal”. A reforma da educação brasileira teve espaço em um contexto de “pobreza, ensino de má qualidade e currículo irrelevante”, diz o estudo, que pontua os estudantes brasileiros com 391 pontos em matemática, 405 em ciências e 410 em leitura.

O Brasil caiu três posições no ranking internacional que mede a corrupção | Politica | Edição Brasil no EL PAÍS

O Brasil caiu três posições no ranking internacional que mede a corrupção em 177 países publicado anualmente pela ONG Transparência Internacional. O país saiu do posto 69 para o 72, ficando atrás de nações vizinhas da América Latina como Costa Rica (posição 49), Porto Rico (33), Chile (22) e Uruguai (19). O primeiro da lista é a Dinamarca. Numa escala que vai de 0 a 100 (altamente corrupto a muito transparente), a nota do Brasil passou de 43 para 42 pontos. (...) Os dados mundiais mostram que 27% dos entrevistados afirmaram que pagaram propina para acessar serviços ou instituições públicas nos últimos 12 meses. As informações sobre esse dado não estão disponíveis para o Brasil.

Sober Look: Brazil's markets deteriorating on rising uncertainty

With the 2014 general elections coming up and economic conditions deteriorating, the markets have been pricing in a difficult year ahead. The fact that the upcomong FIFA World Cup could bring massive and possibly violent protests is not helping. The nation’s equity market has underperformed materially against both the global and emerging indices, down over 17% for the year.

Blue: Brazil BOVESPA, Green: iShares EM Index ETF

 Desemprego no Brasil ultrapassa os 20%

Segundo o IBGE, desemprego é: ”A população desocupada na semana de referência compreende as pessoas sem trabalho na semana de referência, mas que estavam disponíveis para assumir um trabalho nessa semana e que tomaram alguma providência efetiva para conseguir trabalho no período de referência de 30 dias, sem terem tido qualquer trabalho ou após terem saído do último trabalho que tiveram nesse período.”

Enquanto para o ex-prefeito [Cesar Maia] o índice de desemprego deveria incluir não só a taxa de desemprego, mas também outras categorias de empregos, como: as pessoas que ganham menos por hora do que o suficiente para ganhar um salário mínimo no final do mês, pessoas que cansaram de procurar emprego, pessoas não ligadas a população economicamente ativa mas que querem trabalhar e, por fim, pessoas subocupadas. O que esse índice de desemprego (com os critérios da União Europeia) faz é  medir a quantidade de desempregados mais a quantidade de pessoas que não trabalham da forma ideal, ou seja,  pessoas da PEA trabalhando no mínimo 40 horas semanais ganhando no mínimo um salário mínimo .

País tem 9,6 mi de jovens de 15 a 29 anos que não estudam nem trabalham

No outro extremo, um porcentual também alto, de 32,4%, sequer completou o ensino fundamental. O Nordeste é a região com maior proporção de jovens que não estudam nem trabalham, em todas as faixas etárias estudadas. Na faixa de 18 a 24 anos, Alagoas tem nada menos que 35,2% da população que não estuda nem trabalha. Na região metropolitana do Recife, o índice também é preocupante: 31,8% dos jovens de 18 a 24 anos não têm atividade produtiva.

Apenas 54% dos jovens de 15 a 17 anos frequentam o ensino médio

A proporção de crianças de 4 e 5 anos que estudam também está longe do considerado ideal pelo governo. Ela subiu que 56,7% para 78,2% em dez anos (entre 2002 e 2012), mas a meta é universalizar a educação nesta faixa etária até 2016. Ainda há quase 22% de crianças para serem levadas à escola. Na faixa de até três anos de idade, 21,2% das crianças estão nas creches e escolas. O Brasil tem que chegar a 50% até 2020. Os dados mostram que também será necessário melhorar as condições das escolas públicas.

Transferência de renda não reduz taxa de ocupação entre mais pobres - brasil - geral - Estadão

Na última década, a renda proveniente do trabalho perdeu peso no rendimento dos brasileiros mais pobres, graças aos programas de transferência de renda. No entanto, a taxa de ocupação entre pessoas desse grupo não caiu, até aumentou, segundo o estudo Síntese de Indicadores Sociais 2013, divulgado pelo IBGE nesta sexta-feira, 29. (...)

Nas famílias com renda per capita de até um quarto de salário mínimo, perdeu importância a renda proveniente do trabalho (de 78,5% em 2002 para 58,5% em 2012), enquanto a participação de outras fontes de renda aumentou (de 14,3% para 36,3%). No entanto, a taxa de ocupação dessa fatia da população subiu de 76,9% em 2002 para 78,2% em 2012.

Já na faixa de renda per capita de um quarto de salário mínimo a meio salário mínimo, a participação do trabalho na renda saiu de 78,3% em 2002 para 72,3% em 2012, enquanto a fatia da renda obtida por outras fontes subiu de 6,5% para 12,9%. No mesmo período, a taxa de ocupação desse extrato populacional aumentou de 87,6% para 88,2%.

Sistema de saúde brasileiro fica em último lugar em ranking mundial (via Implicante)

De acordo com o documento, os brasileiros possuem uma baixa expectativa média de vida atualmente, em 73,4 anos. Apenas o Irã, a Argélia e a República Dominicana possuem valores piores que os brasileiros, no entanto, nenhum deles ficou abaixo dos 73 anos. Outro fator relevante que prejudicou a posição brasileira foi o alto custo per capita pago para a se obter qualquer tratamento. Atualmente, uma pessoa gasta em média por ano mais de 1.200 dólares (R$ 2.900) com os cuidados da saúde na Brasil.

Apesar de avanço social, Brasil não reduz índices criminais

De 2007 para cá, os principais indicadores que medem as desigualdades sociais e o crescimento econômico tiveram melhoras, contudo, isso não implicou na redução da taxa de homicídios por 100 mil habitantes, que hoje é de 24,3. (...) Nos Estados Unidos, a proporção é de 5 para 100 mil pessoas, enquanto que na maioria dos países europeus não chega a 3. (...) O Rio de Janeiro é o 15o mais violento e São Paulo, o 25o entre os 27 Estados brasileiros.

Enquanto isso, no campo econômico, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita brasileiro saltou de R$ 14.183, em 2007, para R$ 22.402 (9.589 de dólares) no ano passado. Nesse período, o desemprego caiu de 9,3% para 5,5%, perto do pleno emprego. Os índices de homicídios e de estupro, por sua vez, não recuaram. Ao contrário, nos últimos dois anos o país registrou seguidas altas desses indicadores. Com 47.136 ocorrências confirmadas em 2012, o Brasil conta, por hora, cinco homicídios. Já os casos de estupros chegaram a 50.617, uma proporção de 26, para 100 mil habitantes. Esse índice era de 22,1 há dois anos.

Homicídios por Estado e gastos com segurança | Media | EL PAÍS (mas convém observar o comentário acima sobre taxa de desemprego IBGE X UE, e a paridade do poder de compra)

Sete obras desatam o nó que estrangula a economia brasileira (via prof. Orlando Tambosi)

Essas obras servem para inverter a rota atual, que prioriza trajetos terrestres irracionais, seja por via rodoviária, seja pela ferrovia Malha Norte, entre Rondonópolis (MT) e o saturado Porto de Santos, em São Paulo. O terminal paulista e o Porto de Paranaguá, no Paraná, ao Sul, são hoje destino de 70% da soja e de 80% do milho do Estado de Mato Grosso. A lógica é aproveitar algo elementar: geograficamente, o escoamento da produção proveniente do paralelo 16 – uma linha imaginária que corta uma área que vai da capital mato-grossense Cuiabá ao norte da Bahia, no Nordeste – tem mais viabilidade econômica pelos portos do Norte do que via Sudeste ou Sul.

“Da maneira como a infraestrutura está estruturada hoje temos um sistema perde-perde. O agricultor perde parte do que poderia receber por causa do custo do frete. O consumidor acaba pagando mais pelo produto. E quem transporta a carga também perde, pois a gasto de trafegar pelas estradas brasileiras é muito alto”, afirma Seneri Paludo, diretor da Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso (Famato).

Rede pública perde participação entre as escolas top do Enem (lembrando que todas as públicas 'top' são colégios técnicos e militares, que tem vestibulinho para entrar...)

Dados do Ministério da Educação mostram que em 2012 só 6,6% dos colégios entre os 10% melhores eram públicos. Em números absolutos, são 74 instituições, entre as 1.124 da elite do país --lista liderada pelo colégio Bernoulli, particular de Minas. No ano anterior, eram 7,9% públicas entre as melhores. A participação cai desde 2009, quando a prova foi ampliada e passou a selecionar calouros para universidades federais.

Dois terços dos alunos de 15 anos no Brasil não entendem frações - Jornal O Globo

No Brasil, mais de dois terços dos quase 20 mil estudantes que fizeram a prova ficaram na faixa que vai até o nível dois, ou seja, bem abaixo na tabela. Nesse nível, eles conseguem interpretar e reconhecer situações em contextos que exigem apenas a inferência direta, além de fazerem interpretação literal dos resultados. Mas para por aí. Mais de 65% dos estudantes brasileiros não conseguem analisar um gráfico ou uma situação do cotidiano e traduzir o problema para modelos matemáticos. (...)
Cláudio Landim também ressaltou que grande parte da dificuldade dos alunos em entender gráficos simples ou tabelas vem da deficiência em Leitura, outra área analisada pelo Pisa:
- Quando participamos da Olimpíada Brasileira de Matemática, percebemos que a dificuldade do aluno é compreender o que está sendo perguntado. É compreensão do texto, puramente isso. Uma grande parcela não consegue responder porque não entende o que está lendo. A compreensão textual tem impacto significativo na Matemática.

Indústrias brasileiras inovaram menos

De um universo pesquisado de 128.699 empresas, 45.950 implementaram no período produtos ou processos novos ou bastante aprimorados, o que corresponde a uma taxa geral de inovação de 35,7%. O resultado é inferior ao da Pintec anterior, relativa ao período de 2006 a 2008, que registrou taxa de inovação de 38,1% – e ligeiramente maior que os 34,4% obtidos na pesquisa com dados de 2003 a 2005. (...)
Outro indício de que mais empresas estão mais mobilizadas para fazer pesquisa e desenvolvimento foi o avanço da queixa sobre a falta de pessoal qualificado no ranking de gargalos à inovação. No caso da indústria, o problema era o sexto mais relevante no período de 2003 2005. Passou a ocupar a terceira posição no período 2006-2008. Já na Pintec 2011, foi o segundo mais importante para a indústria: 72,5% delas atribuíram importância alta ou média à falta de pessoal qualificado, obstáculo apenas superado pelo custo de inovar, apontado por 81,7% das empresas do mesmo segmento.

América Latina, onde abundam os empresários e faltam inovadores

Entre os motivos listados no relatório estão incluídos a deficiência na formação de capital humano, a baixa competitividade dos serviços básicos, como comunicação, transporte e logística, e um ambiente econômico e institucional desfavorável. "Na região, aparentemente, os investidores se sentem menos seguros do que em outras regiões porque as regras do jogo mudam com muita frequência e os sistemas judiciais não se modernizaram para tratar de questões relacionadas com temas ligados à propriedade empresarial", explicou o economista Augusto de la Torre.

A soma desses fatores não só afeta a produtividade e o crescimento das empresas na região, (...) mas incide em sua capacidade de gerar empregos de qualidade que promovam o desenvolvimento.

De 8 mil cursos avaliados em 2012, só 98 têm nota de excelência

Apenas 98 dos mais de 8 mil cursos avaliados pelo Ministério da Educação em 2012 conseguiram atingir o conceito cinco, considerado de excelência. Todos eles pertencem a universidades e 34 estão em instituições públicas. O Estado de São Paulo concentra a maioria deles, 34.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Plaestra sobre o JET programme -- Consulado Geral do Japão em São Paulo

Mensagem recebida por e-mail:
O JET Programme (abreviatura de “The Japan Exchange and Teaching Programme”), é um programa realizado pelas repartições públicas japonesas com o apoio dos Ministérios de Administração Pública, Assuntos Internos, Correios e Telecomunicações (SOUMU), dos Negócios Estrangeiros (MOFA), da Educação, Cultura, Esporte, Ciência e Tecnologia (MEXT) e do Conselho de Autoridades Locais para Relações Internacionais (CLAIR).
Através do JET Programme jovens estrangeiros de mais de 40 países são convidados para trabalharem nas repartições públicas locais do Japão e atuarem na internacionalização regional através de atividades de intercâmbio cultural e ensino de língua estrangeira.
Se você já é formado ou está para se formar este ano e tem grande interesse na cultura e sociedade japonesa, venha fazer parte do JET Programme, reconhecido como um dos maiores programas de intercâmbio do mundo!!!
Os aprovados serão contratados por repartições públicas locais do Japão e atuarão como Coordenador de Relações Internacionais (CIR) por um período de 1 ano (renovável por no máximo 5 anos, dependendo do órgão contratante).
Para maiores detalhes sobre o JET Programme e pré-requisitos para se candidatar, vide panfleto  ou acesse o site do Consulado Geral do Japão em São Paulo:
http://www.sp.br.emb-japan.go.jp/pt/cultura/jet.htm
Depto. de Assuntos Culturais e de Imprensa
TEL: 11-3254-0100, ramal 355 -- Atendimento de seg. a sex., das 9h às 12h ou das 13h30 às 17h.
Av. Paulista, 854, 3º andar, São Paulo, SP

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Três artigos no Jornal da Ciência sobre a última invasão da reitoria da USP

Às universidades públicas de São Paulo -- Artigo de Roberto Romano publicado no Estadão
Recordo aos dirigentes acadêmicos, aos professores e estudantes: a autonomia, sobretudo financeira, das instituições paulistas é garantida apenas por um decreto-lei, instrumento jurídico fragílimo. Apoiar ou tolerar a destruição em andamento é, com certeza, a maneira mais eficaz de garantir a radical mudança no estatuto jurídico da USP, da Unesp, da Unicamp, delas retirando verbas públicas, o que será fatal com a perpetuação da truculência. A instauração do ensino pago, a redução das verbas de ensino e pesquisa serão causadas pela tortuosa lógica dos que desejam controlar patrimônios do povo sem prestar contas a ninguém. O mesmo vale para seus cúmplices, estudantes e professores que hoje não se manifestam contra os violentos ou apoiam a corrosão da universidade pública paulista.
As invasões da USP -- Editorial do Estadão
Ao apelar para atos violentos - e o bloqueio à Cidade Universitária é mais um inequívoco ato de violência -, os estudantes deixaram claro que não querem dialogar, mas impor unilateralmente sua vontade política. Também evidenciaram o equívoco de juízes que, em vez de aplicar a lei, para evitar a depredação do patrimônio público e a interrupção da administração central da maior universidade do País, privilegiam argumentos políticos em detrimento do direito positivo.
Universidade, guerra e paz -- Artigo de Francisco Foot Hardman na Folha de SP
Porque, a rigor, o contrato social de fundação da universidade e que se manteve, entre tantas crises, até aqui, pressupõe a capacidade ilimitada de diálogo, única garantia de um pacto de confiança que pode criar os elos para que os saberes se movam de suas certezas incertas rumo à aventura do conhecimento. Quando a violência de poucos contamina o ânimo de muitos, quando alunos elegem professores como alvos preferencias de ataques ou ameaças, no conforto de suas vagas e na certeza da impunidade, quebra-se algo que depois será muito difícil reparar.
links originais:
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,as-universidades--publicas-de-sao-paulo-,1087428,0.htm
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,as-invasoes-da-usp-,1087692,0.htm
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/134886-universidade-guerra-e-paz.shtml

terça-feira, 16 de julho de 2013

Churnalismo contra o CM

(Hoje o assunto é mais pessoal, dado que é uma reportagem completamente irresponsável sobre o Curso de Ciências Moleculares, onde me formei e virei hominho.)

Leio, no que parece ser um dos piores casos recentes de churnalismo, a seguinte passagem:
Ele havia sido convocado a tentar entrar na "graduação secreta" da USP. Secreta porque, apesar de existir há 23 anos, a formação de ciências moleculares não aparece no manual de vestibulandos da Fuvest.
Mas aí, ao baixar o manual da FUVEST 2013 (PDF) , eis que lemos na página 79 (85a folha):

clique na imagem

Basear toda uma reportagem numa premissa falsa é ruim o suficiente. Mas os erros e deturpações deliberadas vão além. O repórter entrevista, além do coordenador do curso, apenas alunos desistentes (jubilados?) e reprovados no exame -- que obviamente terão uma visão parcial e azeda sobre o curso. Tenho certeza que esses "alunos anônimos" não existem (exceto se ele chama de "alunos" a ex-alunos desiludidos). Outras mentiras:
Um dos imbróglios era a rigidez da grade curricular. Quando Fernando se recusou a fazer uma matéria, teve de se submeter a um "tribunal" de professores. Acabou absolvido --permitiram que ele terminasse o curso.
Não há rigidez da grade: no ciclo avançado os alunos podem escolher qualquer curso, de graduação ou pós,  passando por cima dos pré-requisitos. Se o assunto foi parar na comissão (o "tribunal", que nada mais é que a reunião semestral de professores e representantes de alunos), então o que aconteceu provavelmente foi reprovação em uma matéria: a novilígua jornalística diz que o sujeito "se recusou" a realizar uma disciplina do ciclo básico.
Agregou-se à carga draconiana um desafio físico: a sala oficial está em reforma, então cada matéria é dada num prédio da USP.
 Sim, e cada matéria compreende a manhã ou a tarde -- IB, ICB ou IQ pela manhã e IME ou IF pela tarde, que não é diferente do ciclo avançado onde cada matéria é em uma unidade da USP. E que é o mesmo "desafio físico" de escolher um lugar prá almoçar.

Sem dizer que o curso não é "de elite" ou "para a elite". E que não precisa ser convidado -- no meu tempo, a professora Regina Markus ia de Instituto a Instituto, dando palestra aos bixos e falando do curso. E que sempre se pode voltar ao curso de origem sem problemas, sem traumas e sem depressão -- fora o stress legítimo que qualquer aluno passa nessa fase de sua vida. Crescer é complicado, estudar e se dedicar a qualquer curso cansa e deprime, não precisa culpar o Ciências Moleculares. Tenho vários amigos que preferiram deixar o curso -- sem stress, sem nóias e sem amargor -- e seguiram felizes como sempre foram.

Em tempo: obviamente esse post não faz parte de uma crítica generalizada à mídia -- como bem disse um amigo, a Folha não perde para grandes jornais internacionais em qualidade, e tenho jornalistas favoritos ali. Justamente por isso critico (como sempre) os maus jornalistas, para que a imagem desse veículo não seja prejudicada. Assim como na Ciência, há que defender o jornalismo inclusive dos jornalistas.

(Agradeço à lista de discussão do CM pelas informações, em especial ao BlueWhale, ao Eris e ao Bobs :)

Outras reportagens sobre o CM:
Um Nobel na USP? (Superinteressante)
Fábrica de gênios? (Cásper Líbero)
Um curso sem limites (Jornal da USP)
Vinte anos de Curso de Ciências Moleculares, minha primeira Alma Mater (Minuto de Ciência)

Atualização 2013.07.17: todos os manuais da FUVEST que eu busquei aleatoriamente tem sim informação sobre o curso, desde 1994.
Manual da FUVEST 2010 -- PDF (pág 71)
Manual da FUVEST 2007 -- PDF (pág 57)
Manual da FUVEST 2000 -- PDF (pág 64)
Manual da FUVEST 1995 (pág 4)
Manual da FUVEST 1994 (pág 5)

Atualização 2013.07.22: Alunos e professores do CCM respondem à reportagem: http://www.cecm.usp.br/carta-folha.html

quinta-feira, 28 de março de 2013

Palestras Explicativas sobre a Bolsa de Estudos do Governo Japonês (MEXT)

Acabo de receber a seguinte informação do Consulado do Japão em São Paulo:

O Consulado Geral do Japão em São Paulo estará promovendo Palestras Explicativas sobre as Bolsas de Estudo do Governo Japonês (MEXT) – 2014 destinado àqueles que desejam realizar pesquisas em universidades japonesas.
·         O que é o programa de bolsa de estudos MEXT e como funciona?
·         Como é o processo seletivo? Há um número de vagas delimitado?
·         Quais são os benefícios? Quais são as áreas de estudo contempladas?
·         O que fazem agora os bolsistas que retornaram?

Estas e outras dúvidas poderão ser esclarecidas nas palestras. Veja abaixo a data/horário/local das palestras e participe!





Para mais informacões, consulte a página Consulado Geral do Japão em São Paulo - Assuntos Consulares - Bolsa de Estudos MEXT

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

cientistas e políticos

Fishing for certainty -- Nature
When in 1995 I moved into policy-making, managing fisheries in the northeastern United States, I learned that advice comes from all directions. Scientists would present data with many caveats; others would give advice based mainly on opinion. Fishermen coming to the microphone in a public meeting might categorically state that the science was wrong, the rules wouldn't work and everyone would go out of business. Scientists tended to emphasize their uncertainty, and would be unwilling to speculate.

As scientists, we learn to analyse uncertainty and we explore decision-making in the light of that uncertainty. This is important, but we must also recognize that the precautionary approach will be adopted only slowly in policy-making. Uncertainty undermines political will in environmental decision-making. Officials are more likely to support a vociferous interest group that is apparently certain of the dire economic consequences of new restrictions, than scientists who advocate caution and prioritize the environment.

(uma anotação antiga que estava na lista de rascunhos)

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Enem e nem tanto, artigo de Jerônimo Rodrigues Neto republicado no JdC

Jornal da Ciência

Infelizmente, em vez de fazermos do nosso aluno um poliglota de sua própria Língua, como já disse o professor Evanildo Bechara, conhecendo seus diferentes registros, há aqueles que insistem em fazer seus alunos trabalharem, sobretudo, com o registro popular, ignorando os outros registros. (...)
Saber uma língua não é, apenas, ter vocabulário, mas conhecer seu sistema. Falar é "gramaticalizar". Quanto maior for o domínio da Língua melhor será sua comunicação, evitando ambiguidades.

E mais fácil será aprender novos idiomas, por exemplo.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Investimento de primeiro mundo em educação

Os gastos do Brasil com educação em relação ao mundo - EXAME.com

Apesar do investimento brasileiro ser próximo da média dos países da OCDE, o país se encontra somente em 53º lugar - de um total de 65 - no Pisa, um programa de avaliação da qualidade da educação da mesma organização.

Ou seja, maiores investimentos não necessariamente acompanham, na mesma proporção, uma melhora no desempenho dos estudantes.

O Brasil é o 15º que mais investe o PIB na área na lista da OCDE. Os lanternas no ranking foram Indonésia (investimento de 3% do PIB), Índia (investimento de 3,5%), Japão (3,8%), Eslováquia (4,1%) e República Tcheca (4,4%).

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Japan Education Fair 2012 – Japanese Universities in USP

(recebi essa mensagem através de e-mail, mas como não achei um link ou um site com a divulgação do evento, reproduzo aqui o conteúdo da mensagem)



Evento: “Japan Education Fair 2012 – Japanese Universities in USP”

Data/horário: 22 de agosto de 2012 (4ª feira) – a partir das 10h

Local: Auditório Prof. Franscico Romeu Landi
Escola Politécnica da USP - Edifício Mário Covas Jr. - (Administração)
Av. Prof. Luciano Gualberto, travessa 3, número 380
Cidade Universitária – SP

Contato para informações: Consulado Geral do Japão em São Paulo
Tel.: (11) 3254-0100, ramais 522 e 353
E-mail: consuladojapao-sp@sp.mofa.go.jp

Resumo do evento:
Como fruto das recentes negociações entre os governos brasileiro e japonês, o Japão planeja receber cerca de 1.300 estudantes dentro do Programa “Ciências Sem Fronteiras”, nas modalidades de graduação, doutorado
e pós-doutorado (aulas em inglês), já a partir de 2013.

Em estágio de preparativos para essa concretização, as universidades japonesas e o MEXT (Ministério da Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia do Japão) decidiram realizar a “Japan Education Fair”, no dia 22 de agosto (4ª feira). Será um evento inédito que reunirá representantes de 10 universidades de ponta do Japão para divulgação de oportunidades de estudo a estudantes brasileiros, no âmbito do programa “Ciências Sem Fronteiras”.

Trata-se de uma oportunidade única para os estudantes brasileiros poderem conhecer melhor as universidades japonesas de renome mundial em desenvolvimento de tecnologia de ponta.

No início do evento, será ministrada uma palestra de apresentação geral das universidades e, em seguida, os representantes de cada universidade ficarão à disposição para consultas individualizadas a estudantes interessados.

O evento contará também com a honrosa presença do Vice Diretor-Geral para assuntos de Educação Superior do MEXT, Sr. Tomohiro Yamano, que acompanha a comitiva especialmente para a realização do presente evento.

Universidades presentes:
  • Hokkaido University
  • Tohoku University
  • University of Tsukuba
  • Shibaura Institute of Technology
  • The University of Tokyo
  • Waseda University
  • Yokohama National University
  • Nagoya University
  • Osaka University
  • Kyushu University
Veja a lista completa de universidades e áreas de pesquisa através do link: http://www.mext.go.jp/english/science_technology/1319964.htm

Conheça as universidades através dos portais: http://www.jasso.go.jp/links/links_sj_e.html e http://www.uni.international.mext.go.jp/

Observações:


Atenciosamente,
Eliana Junko Takara
Assessora Cultural
Consulado Geral do Japão em São Paulo

sábado, 11 de agosto de 2012

Cotas aprovadas, problema resolvido.

Os destaques em negrito são meus.
Opiniões expressas em diversos jornais e compiladas pelo Jornal da Ciência:
Se o Estado determina que toda a população tem que ter acesso à educação, precisa agir nesse sentido. Menos de 20% dos jovens de 18 a 24 anos estão no ensino superior. Obrigar quem já tem dificuldades de se manter a resolver esse problema com medida paliativa é absurdo. (Renato Pedrosa) (...)
Creio na pertinência das cotas em universidades públicas, mas elas devem ser sociais, com critérios econômicos bem estabelecidos. Uma política afirmativa nesse formato traria o mesmo efeito prático e sem criar esse tipo de cisão étnica que não é uma medida pedagógica correta. Se a ideia é facilitar a integração, criar esses nichos pode acirrar ainda mais a discriminação. (Nina Ranieri)
Críticas à lei de cotas por ferir autonomia de universidades federais -- Jornal da Ciência:
Na avaliação da diretora executiva da organização Todos Pela Educação, Priscila Cruz, o sistema de cotas só existe porque a educação básica pública não é de qualidade. "Se os resultados das escolas fossem equivalentes, não precisaríamos de cotas", argumenta. Ainda assim, a especialista afirma que a medida é um mecanismo justo para oferecer oportunidades aos que não tiveram.
Universidade, autonomia e renovação, artigo de Jaime Santana e Lauro Morhy -- Jornal da Ciência
A universidade brasileira, assim como os municípios, está sob a tutela do Estado brasileiro centralizador, que nunca levou em consideração as nossas diferenças regionais e culturais, e muito menos a complexa atividade universitária. Na prática, a autonomia universitária verdadeira nunca existiu de fato, e a pouca autonomia que chegou a ser concedida, vem sendo cada vez mais subtraída.
Ensino público manda 45% dos alunos às universidades federais -- Jornal da Ciência
De acordo com o estudo "Perfil Socioeconômico e Cultural dos Estudantes de Graduação das Universidades Federais Brasileiras", concluído pelo Fórum Nacional de Pró-Reitores de Assuntos Comunitários e Estudantis (Fonaprace) em julho de 2011, 45% dos cerca de 900 mil alunos matriculados nas 59 instituições da rede de ensino superior do País vieram do ensino médio público.
Ou seja, a composição de "pobres" X "não pobres" não será afetada com a lei, mas o critério racial pode mudar a composição étnica dentro dos "pobres"...
Critérios raciais da Lei de Cotas nas universidades podem causar distorções -- Estadão
Fixar o porcentual de cotas para negros, pardos e indígenas de acordo com a proporção dessas populações nos Estados pode criar distorções na aprovação das universidades federais. Isso porque o volume de inscritos no vestibulares nem sempre tem correlação com esse porcentual. Além disso, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) possibilita que candidatos de outros Estados concorram em qualquer universidade federal do País.
O que as cotas mascaram -- editorial do Estadão
Mesmo entre os defensores da aplicação do chamado modelo de ação afirmativa na educação, para corrigir desigualdades e preconceitos impregnados na sociedade brasileira, há quem considere "descabelado" excluir do preenchimento pelo critério exclusivo do mérito uma em cada duas vagas disponíveis na rede federal de terceiro grau e escolas técnicas. (...)
O mais grave, de toda forma, é que esse tipo de favorecimento impositivo a alunos da escola pública antes escamoteia do que contribui para resolver o notório problema da baixa qualidade do ensino fundamental e médio gratuito. O benefício perpetua na prática um padrão de aprendizagem insuficiente para dar aos jovens condições razoáveis de ingresso na universidade pública, mesmo em cursos menos concorridos.
Abrir as portas da universidade para o povo -- Simon Schwartzman no Estadão
O suposto é que todas diferenças de formação desapareceriam se os alunos fossem expostos a uma educação de qualidade. Infelizmente, não há evidência de que isto seja assim, da mesma maneira de que não há evidência de que cursos de nivelamento ou reciclagem consigam superar, com facilidade, déficits de formação no uso da linguagem, de conceitos básicos de ciências e de uso de aritmética e matemática acumulados ao longo dos anos. Ao contrário, a evidência é que este tipo de nivelamento, embora não impossível, é extremamente caro e de resultados incertos.

E aqui vão alguns links mais antigos com discussão em torno das cotas (além de uma busca rápida que eu havia feito com referências acadêmicas em uma base de acesso aberto):

A questão das cotas raciais | Simon's Site
Mais adequado seria melhorar a educação para as pessoas poderem chegar à universidade e não precisarem desse tipo de ajuda. Na falta disso, poderiam ser criados cursos que preparassem melhor para as universidades, e poderiam dar ajuda financeira para quem não tem recursos, de modo a permitir que as pessoas continuem estudando.
Blog do Cristiano M. Costa: Sistema de Cotas: Solução Fácil
A má qualidade da educação básica (ensino fundamental e médio) no Brasil é a maior causadora das desigualdades de renda observadas na idade adulta.
Folha.com - Saber - Alunos com bônus por raça repetem mais na Unicamp - 28/04/2012
Levantamento feito pela Unicamp mostra que estudantes do ensino médio que receberam pontos extra no vestibular da universidade tiveram, ao final da graduação, rendimento igual ao dos demais universitários. Já pretos, pardos e indígenas que ganharam bônus adicional devido à raça auto-declarada sofreram mais com reprovação e abandono.
Universidades federais criadas na gestão Lula mantêm desigualdades -- Estadão
Em 5 das 14 novas universidades há mais ricos que pobres, em 8 a porcentagem de alunos brancos é maior que a média nacional, enquanto que a de alunos que se declararam pretos é menor que a média em 9 delas. (...) O sistema de cotas sociais e raciais, por exemplo, foi adotado por 20 universidades federais de 14 Estados. (...)
Segundo a especialista em ensino superior e professora da USP Elizabeth Balbachevsky, reforçar a qualidade da educação oferecida no ensino médio das redes estaduais e municipais é fundamental para aumentar o acesso de jovens de classes populares à universidade pública.
Cotas nas universidades: o que ainda não foi decidido e a dor de cabeça jurídica pela frente - Para Entender Direito
Mas a questão juridicamente interessante que ainda não foi respondida de forma objetiva (e que em algum momento gerará controvérsia) é qual é o limite da constitucionalidade. Em outras palavras, que tipos de cotas são inconstitucionais e quando é que uma cota inicialmente constitucional deixa de sê-lo?
Going Native - WSJ.com
Our surmise is that Warren downplayed her alleged Indian roots after coming to Harvard to avoid the stigma of "affirmative action." As Althouse points out, early in her career, "minority status" would have been useful to her advancement. But once she was on the tenure track at an Ivy League law school, she had more or less reached the pinnacle of academia. At that point, if people thought of her as white, they would assume she got the job entirely on the merits, without benefit of racial preferences.
Not all minority professors could pull that off. If Warren were black, for instance, everyone would know it, and there would be no way of escaping the stereotype. Because she is--or can pass for--white, she was in a position to have the best of both worlds, advancing through affirmative action, then enjoying the white privilege of appearing to have gotten ahead solely on the merits.
Hélio Schwartsman - Cotas e justiça - 03/05/2012
Já que a ideia é levantar alguns pontos problemáticos da política de cotas, é preciso ter em mente aqui que há um grande descompasso entre o universo de prejudicados pela injustiça histórica original (negros escravizados) e o de beneficiados pela política reparatória (alguns de seus descendentes, em geral os mais dotados e que menos precisariam de ajuda). E vale lembrar que os que pagam a conta (o branco preterido no vestibular, por exemplo) tampouco coincidem com aqueles que, no passado, lucraram com a injúria primordial (mercadores de escravos, grandes fazendeiros).
O julgamento da política de cotas raciais no STF - Renato Pacca: O Globo
Entretanto, as cotas raciais são potencialmente capazes de conferir um tratamento diferenciado a um negro rico, por exemplo, em detrimento de um branco pobre, em função de um único critério objetivo: a cor da pele. A pergunta relevante a fazer é qual o sentido de discriminar um branco pobre e privilegiar um negro rico, combatendo uma injustiça histórica com outra injustiça, agora atual?
Folha.com -- Nos EUA, cotas são ilegais, mas universidades adotam ações afirmativas - 25/04/2012
Contrariando a crença de muitas pessoas fora dos EUA, as cotas numéricas são ilegais no país (apenas "metas" não obrigatórias são adotadas por empresas com contratos federais). Mas as principais universidades levam em conta fatores qualitativos - como status de minoria ou origem socio-econômica - para escolher alguns estudantes em detrimento de outros.


E outros links de interesse, em inglês:
Preferential admissions for children of elite colleges « Statistical Modeling, Causal Inference, and Social Science
Address education inequality in India : Nature : Nature Publishing Group
The anxiety of choice versus the tyranny of others choosing for us - Matt Ridley
Merit, Not Race in College Admissions - Room for Debate - NYTimes.com
Race-Based Preferences Are Corrosive Public Policy - Room for Debate - NYTimes.com
Information Processing: Inside Duke: hurting the ones we love?
I'm Not Asian - Jesse Washington Associated Press National Writer, Race and Ethnicity
Rationally Speaking: On ethics, part VI: Egalitarianism
American Beliefs about Economic Opportunity and Income Inequality « Statistical Modeling, Causal Inference, and Social Science
Information Processing: Asian admissions in Boston Globe
Supreme Court Justice Thomas blames Yale affirmative action for his early job problems | SouthCoastToday.com (que eu traduzi parcialmente aqui)

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Brasil fica no 88º lugar em ranking de educação da Unesco -- entre 127 países

Folha.com - Saber - Brasil fica no 88º lugar em ranking de educação da Unesco - 01/03/2011 (atrás de Tunísia, Líbano, Bolívia, Indonésia, Botswana, ...)

O programa de combate ao analfabetismo no Brasil é apontado como um exemplo, embora o país tenha cerca de 14 milhões de pessoas que não sabem ler e escrever, e os dados mostram que o país é um dos que mais aumentou seus investimentos em educação.

Por outro lado, o documento mostra que o país ainda tem muitas crianças fora da escola (cerca de 600 mil) e que esse número pode subir se a inclusão não for acelerada.

Referência bem lembrada pelo Éder Souza, em excelente texto no Amálgama.

No ensino superior, 38% dos alunos não sabem ler e escrever plenamente

No ensino superior, 38% dos alunos não sabem ler e escrever plenamente -  Estadão do dia 17 de Julho de 2012:

Segundo a diretora executiva do IPM, Ana Lúcia Lima, os dados da pesquisa reforçam a necessidade de investimentos na qualidade do ensino, pois o aumento da escolarização não foi suficiente para assegurar aos alunos o domínio de habilidades básicas de leitura e escrita.

"A primeira preocupação foi com a quantidade, com a inclusão de mais alunos nas escolas", diz Ana Lúcia. "Porém, o relatório mostra que já passou da hora de se investir em qualidade." (...)

Para a coordenadora-geral da Ação Educativa, Vera Masagão, o indicativo reflete a "popularização" do ensino superior sem qualidade. "No mundo ideal, qualquer pessoa com uma boa 8.ª série deveria ser capaz de ler e entender um texto ou fazer problemas com porcentagem, mas no Brasil ainda estamos longe disso."

Parabéns a todos os envolvidos.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Populismo racial e educacional -- dois artigos da Folha de São Paulo

Alfabetização na idade errada - JOÃO BATISTA ARAÚJO E OLIVEIRA - 12/07/2012

No Brasil, a pedagogia da alfabetização ficou paralisada desde a década de 1970. Jogamos fora o bebê e a água do banho. Paramos de formar professores alfabetizadores, paramos de alfabetizar as crianças, tudo em nome de uma ideologia que afirma que o aluno é um Champollion diante da pedra de Roseta, capaz de descobrir por si mesmo o código alfabético.

Tornamo-nos prisioneiros de ideias requentadas de autores há muito falecidos e que só fazem sucesso nos trópicos. A paralisia intelectual de nossos ideo-pedagogos e a opção preferencial do MEC pelo corporativismo nos trazem vultosos prejuízos.

Editorial: Populismo racial - 12/07/2012

sta Folha defende formas de ação afirmativa de critério exclusivamente socioeconômico, mas enxerga várias razões para rejeitar o PL 180 -e não só por seu componente racial. Lamenta, ainda, que haja probabilidade real de aprovação no Senado, no atual clima de populismo racialista, reforçado pelo Supremo Tribunal Federal com sua decisão de abril pela constitucionalidade das cotas.

Mesmo quem não abomine a sagração em lei da discriminação racial (ainda que positiva) perceberá outros erros colossais da proposta.

Como bem assinalam a ABC e a SBPC, ainda que a inclusão social seja um objetivo legítimo e desejável nas universidades públicas, a excelência do ensino e da pesquisa não é menos importante -e ela certamente estará em risco se metade das vagas forem atribuídas por critérios indiferentes ao mérito.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Entre a meritocracia e o aparelhamento -- artigo dos professores Luís Raul Weber Abramo e João Carlos Alves Barata na Folha

Folha de S.Paulo - Opinião - Tendências/Debates: Entre a meritocracia e o aparelhamento - 11/07/2012

A universidade tem uma missão tríplice: educar as novas gerações, produzir conhecimento e promover sua ampla difusão. Essa é a matriz do sucesso social, científico, cultural e econômico de todas as sociedades que alcançaram alto grau de desenvolvimento.

As universidades que cumprem essa missão não são "gratuitas": somente em 2011 o Estado de São Paulo gastou mais de R$ 3,7 bilhões com a Universidade de São Paulo. São os contribuintes de São Paulo que arcam com esses custos. Eles detêm o legítimo direito democrático de decidir como a USP e as demais universidades públicas estaduais devem ser dirigidas de modo a melhor servir-lhes.

Os pesquisadores da USP, que têm desempenhado um papel de enorme importância no desenvolvimento do Estado de São Paulo e do Brasil, defendem essa visão acadêmica da universidade pública e sua continuidade.

Porém, a exemplo de outras maiorias silenciosas, eles são bem menos estridentes que certos grupos de oportunistas acadêmicos que, ornados de uma pseudointelectualidade a reboque da militância político-partidária, se arrogam o direito de representá-los. Segundo essa militância, é a sociedade que deve servir aos seus interesses políticos e sindicais.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

O que significa pensar livremente -- Flavio Morgenstern no Ordem Livre

O que significa pensar livremente | Ordem Livre

As diversas visões pró-estado são dominantes na grande maioria na sociedade, sobretudo em nível universitário, embora essas mesmas pessoas, sobretudo universitários, não confiem em políticos e burocratas. Apenas essa contradição resume toda a discussão sobre educação que deve ser vislumbrada no século XXI.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

O erro de diagnóstico da Unifesp -- Henry Burnett na Folha de São Paulo

Folha de S.Paulo - Opinião - O erro de diagnóstico da Unifesp - 21/06/2012

Não reproduzo a versão oficial (da Unifesp, MEC ou governo do PT) sobre a razão da escolha daquele lugar (ou falta dela), que desconheço. Sei apenas que era um acordo entre a prefeitura petista de Guarulhos e a reitoria. Tudo com verba do Reuni, programa de apoio a planos de expansão das universidades federais.

Hoje vejo que a tosca decisão pelo local foi política. Não havia um projeto acadêmico, se muito um projeto político-partidário populista.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Cotas raciais - quem ganha, quem perde? -- José Goldemberg no Estadão

Cotas raciais - quem ganha, quem perde? - opiniao - versaoimpressa - Estadão

O populismo que domina muitas dessas universidades, há décadas, é a principal razão do baixo desempenho das universidades brasileiras na classificação mundial. Somente a Universidade de São Paulo (USP) conseguiu colocar-se entre as melhores 50 nesse ranking.

O problema urgente das universidades brasileiras é, portanto, melhorar de nível, e não resolver problemas de discriminação racial ou corrigir "responsabilidades históricas", que só poderão ser solucionadas por meio do progresso econômico e educacional básico.

domingo, 20 de maio de 2012

Políticas do MEC - mais do mesmo, artigo de Luciano Mendes de Faria Filho publicado no JC

Políticas do MEC - mais do mesmo, artigo de Luciano Mendes de Faria Filho

São notícias verdadeiramente paradoxais, a começar pela última. Mais uma vez o Ministério da Educação, diante das dificuldades estruturais da escola, escolhe o caminho mais fácil. Desde pelo menos o século XIX, para ficarmos na experiência histórica do país independente, quando se quer reformar e/ou expandir a escola sempre se pensa na formação de professores. (...) Mas sempre restará como saída para o MEC... mais do mesmo: é só dizer que a questão dos salários e das carreiras dos professores da educação básica é um problema dos estados e municípios! Aliás, isto também é feito desde o século XIX quando o Império era responsável pela manutenção do Colégio Pedro II e pelas Faculdades de Direito, Medicina e Engenharia, para a formação das elites imperiais, e as Províncias e Municípios, com suas combalidas finanças, eram as responsáveis pela educação elementar (primária) e secundária.

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