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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Prá quem acredita que o governo, de repente, deixou de se preocupar com Ciência...

... ele nunca deu bola. Quem poderia adivinhar que a Ciência no Brasil está indo pro buraco, não é verdade? Relendo esse esquecido blog, não é de surpreender que o Brasil esteja em crise, e tem tudo prá piorar. Abaixo, algumas notícias sobre o contínuo descaso com o MCT:



O peso da tesoura | Revista Pesquisa Fapesp (Maio/2011)
No caso do Brasil, o orçamento do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) ficou em cerca de R$ 6,37 bilhões. Inicialmente, a verba prevista para a pasta era de R$ 8,1 bilhões, mas foram cortados R$ 713 milhões em emendas parlamentares, que atingiram principalmente projetos de inclusão digital, e R$ 353 milhões do orçamento direto. Outros R$ 610 milhões dos recursos dos fundos setoriais foram bloqueados para garantir recursos para o pagamento das dívidas do governo, expediente conhecido como contingenciamento. No pacote de cortes de R$ 50 bilhões no orçamento da União, justificado pela necessidade de cumprir metas fiscais e evitar o aumento da inflação, a redução no orçamento do MCT ficou em R$ 1,7 bilhão. O Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), uma importante fonte de recursos do ministério, teve bloqueados 20% de seus recursos. Com isso, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) perdeu R$ 430 milhões. A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), agência do governo federal que financia projetos de inovação de empresas e universidades, perdeu R$ 1 bilhão.
Ajuste fiscal x 'pátria educadora': entenda os cortes anunciados pelo governo - BBC Brasil (Jan/2015)
O Ministério do Planejamento anunciou nesta manhã um corte provisório de R$ 1,9 bilhão por mês o que significaria uma economia anual de R$ 22,7 bilhões. Esses valores podem mudar após o Congresso aprovar o orçamento deste ano.
O contingenciamento anunciado hoje é resultado de um corte linear nas despesas de custeio consideradas não obrigatórias de todos os ministérios. Ou seja, a previsão inicial para esses gastos foi reduzida em um terço em todas as pastas. Como o Ministério da Educação é o que tinha o maior valor previsto, sofreu o maior corte R$ 7,042 bilhões.
Redução do orçamento do MCTI fica próxima de 25% | Agência Espacial Brasileira (Maio/2015)
O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Nelson Barbosa, anunciou na sexta-feira (22) os cortes nas contas públicas para o orçamento do ano. No total, o reajuste soma R$ 69,9 bilhões, com divisão da redução entre os 39 ministérios do Executivo, as emendas impositivas do Legislativo e os programas do governo federal. Para o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o corte foi levemente mais brando. A redução de gastos ficou próxima de 25%. A Lei Orçamentária Anual (LOA) previa R$ 7,311 bilhões para a pasta, mas o orçamento final ficou em R$ 5,467 bilhões.
Ciência brasileira entra em crise com perda de recursos (Agosto/2015)
A crise econômica está batendo com força à porta da ciência brasileira. Não bastassem os ajustes fiscais, que reduziram o orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) em 25%, e do Ministério da Educação (MEC) em 9%, o setor sofre desde 2014 com a perda de royalties do petróleo e com o saque de recursos destinados à pesquisa científica para o pagamento de bolsas do Ciência sem Fronteiras. Sem dinheiro em caixa, agências de fomento federais estão cancelando editais e atrasando o pagamento de milhares de projetos já aprovados no ano passado. (...)

O que mudou? A principal fonte de recursos para pesquisa no País é o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), um grande portfolio de fundos setoriais, dentre os quais o do petróleo (CT-Petro) costumava ser o maior de todos. A partir de 2014, pelas novas regras de distribuição de royalties do setor, os recursos da exploração do pré-sal que antes alimentavam o FNDCT passaram a fluir para outra conta, do Fundo Social, que não é dedicado à ciência. Com isso, o valor arrecadado pelo CT-Petro despencou de R$ 1,4 bilhão em 2013 para R$ 140 milhões em 2014 – e não deve chegar a R$ 30 milhões neste ano.
O valor total arrecadado pelo FNDCT em 2014 caiu 28% em relação ao ano anterior: de R$ 4,5 bilhões para R$ 3,2 bilhões; e mais de R$ 1 bilhão desse valor foi empenhado para o programa Ciência sem Fronteiras (CsF) — que, originalmente, deveria ser financiado com dinheiro novo. Lideranças científicas chegaram a descrever a decisão como uma “canibalização” do sistema nacional de ciência e tecnologia. Este ano, a história deve se repetir, com mais R$ 1 bilhão reservado no orçamento do fundo para o programa. Somados esses fatores, a lei de royalties e o CsF drenaram R$ 2,5 bilhões do FNDCT em 2014.
Folha de S.Paulo - Opinião - Corte no Ministério da Ciência e equívocos - 24/05/2012
No mesmo momento em que a administração federal cortava em 23% (R$ 1,5 bilhões) o orçamento do Ministério da Ciência e Tecnologia, era aprovado um programa de bolsas para o exterior, denominado Ciência sem Fronteiras, de R$ 3,2 bilhões.

Não é só o maior programa com recursos públicos do mundo. É, certamente, maior que todos os demais, de todos os outros países juntos. (...) Dos 700 mil estudantes estrangeiros em escolas e universidades americanas, apenas 4,6% são sustentados com recurso público de seus respectivos países.
Simultaneamente, o governo injeta uma verba adicional de R$ 6 bilhões na Finep, aparentemente para apoiar indústrias inovadoras e, especialmente, aquelas que atuam em áreas relevantes para o "pré-sal". Somados esses dois programas, temos um valor seis vezes maior do que o corte do Ministério da Ciência e Tecnologia. Podemos, pois, concluir que não foi por falta de recursos financeiros que houve o corte do orçamento do MCT -que, aliás, foi de 23%, enquanto a média nacional foi de pouco mais que 4%.

Gráfico retirado da reportagem da Folha, acima

domingo, 14 de dezembro de 2014

Dois textos sobre as palavras perdendo o sentido para ideologias

Tiranicídios | Dicta & Contradicta:

No livro Abuse of language, Abuse of power, o filósofo alemão Josef Pieper demonstra como o abuso da linguagem usada então não mais para comunicar, mas para a manipular – por meio de propaganda, livros, progamas de TV, reportagens etc. – as opiniões e sentimentos das pessoas. Quando nos referimos aos mass media, à indústria do entretenimento, “não estamos transitando por um território neutro, separado da realidade política e intitulado, digamos, ‘a imprensa’ ou ‘o meio cultural’, ou ‘o universo literário’, como for. O discurso público, a partir do momento que se torna neutro em relação a um padrão estrito de verdade, torna-se, por sua própria natureza, apto a servir de instrumento nas mãos de qualquer governante a fim de promover todo tipo de planos de poder. O discurso público separado de todo padrão de verdade cria, na medida em se torna prevalente, uma atmosfera de prostração e vulnerabilidade epidêmicas à ascensão do reinado de um tirano.”[6]

When Austerity Isn't Austere by Theodore Dalrymple, City Journal Autumn 2014:

But by using the word “austerity,” I convince myself that I am really making a huge sacrifice, beyond which no one can reasonably expect me to go. Indeed, I am already suffering horribly from my austerity, for I really like Meursault with my scallops. But is forgoing it really “severe self-discipline, abstinence, asceticism”?

Analogies, by definition, are inexact, and household accounts are not the same thing as national accounts. Nevertheless, to call a reduction of excess government spending “austerity” seems to be, in essence, a lie designed to give the impression that government spending has been cut to the bone. Perhaps it ought not to be cut to the bone, and perhaps it would be unwise to try to do so; but that is another question entirely.

Mas como disse Seth Barron, "Progressives like to think big. Working out the details is usually someone else’s problem."

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Notícias e números da semana

Fiscais de São Paulo são investigados por desviar impostos de 410 obras

Um documento apreendido com um dos auditores fiscais da prefeitura de São Paulo, suspeitos de fazer fortuna ao receber propina de construtoras na capital paulista, mostra que ao menos 410 empreendimentos fizeram parte do maior esquema de corrupção descoberto nos últimos anos na cidade. (...)
A suspeita inicial era que um grupo de seis auditores da prefeitura cobraria propina das construtoras para que elas pagassem apenas metade do Imposto Sobre Serviço (ISS). Por exemplo, uma empresa que estava construindo um prédio e tinha de pagar 100.000 reais em ISS, entregava 50.000 reais aos auditores suspeitos. Esse valor era dividido da seguinte forma: 30.000 reais para o grupo que agora está sendo investigado, 10.000 reais para despachantes e apenas 10.000 reais caíam nos cofres públicos como impostos.

A corrupção nossa de cada dia (mas quem discorda desse subjetivismo, dessa obediência à la carte, é legalista, é reaça, já viu...)

A previdência social, uma das áreas mais afetadas pelo “jeitinho”, descobriu, apenas em 2013, 56 fraudes que causaram um prejuízo de 82 milhões de reais aos cofres públicos, afirma o Ministério da Previdência Social. O dinheiro estava sendo destinado para pessoas que passaram a receber benefícios depois de apresentarem documentos falsos, como atestados médicos ou comprovantes de união estável.  (...) Uma pesquisa feita pelo Centro de Referência do Interesse Público (CRIP) da Universidade Federal de Minas Gerais mostrou em 2009 que 77% dos entrevistados acreditavam que a corrupção é um problema grave no país. Ao mesmo tempo, 35% delas concordaram que atitudes como sonegar impostos, quando eles são caros, podem ser erradas, mas não corruptas. “Não é que as pessoas não percebam que são erradas. O que elas fazem é justificar esse erro por conta de alguma coisa que diga respeito aos seus interesses e necessidades mais imediatas. A questão que envolve o problema da corrupção é essa ambivalência dos valores”, afirma Fernando Filgueiras, coordenador do centro.

Um ano depois da descoberta do escândalo estrelado por Lula e Rose, o país continua querendo saber quem fez o quê

Escalada para agir no núcleo especializado em tráfico de influência ─ um dos três em que o bando se dividia ─ Rose valeu-se das relações íntimas que mantinha com Lula para a consumação de irregularidades suficientemente numerosas para promovê-la ao cargo informal de “Facilitadora-Geral da República”. A boa vida acabou em 23 de novembro de 2012, quando a Polícia Federal, munida de um mandado de busca e apreensão, invadiu o escritório e a casa da protegida de Lula.

Passado um ano, o acervo de reveses é de bom tamanho. A perda do salário de R$ 12 mil é a menos relevante. Uma mesada negociada com Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, tem livrado a desempregada de dificuldades financeiras. O que a transformou numa mulher amargurada foi a perda de outros privilégios que lhe garantiam a vida de segunda-dama.

Deixou, por exemplo, de viajar no Aerolula, a bordo do qual fez 28 viagens internacionais em companhia do presidente como passageira clandestina, deixou de ser convidada para hospedar-se no Palácio Pamphili, a esplêndida relíquia arquitetônica que abriga a embaixada brasileira em Roma. Perdeu até o direito aos mimos que levaram a Polícia Federal a qualificá-la de petequeira. Essa expressão, utilizada nos meios políticos e empresariais, designa quem se deixa corromper por ninharias, como ingressos para camarotes no Carnaval do Rio de Janeiro, cruzeiros no litoral paulista, financiamentos de pequenas cirurgias ou apartamentos.

Um terço na Bahia depende do Bolsa Família (via Implicante)

O aumento médio de inscrições é de 100 mil famílias por ano. Neste ano, até novembro, foi registrado um crescimento de 300 mil. "O maior acesso a informação sobre o programa facilitou o cadastro, contribuindo para o aumento. Outro fator é o enquadramento de mais pessoas às exigências do MDS", explica a coordenadora regional do Bolsa Família, Luciana Santos. Oito milhões de pessoas estão inscritas no cadastro único do governo federal, o que equivale a 58% da população do Estado, segundo a coordenadora que também informa que a inscrição não assegura o recebimento do benefício. Dados do MDS atestam que, em novembro deste ano, o valor total transferido às famílias atendidas alcançou R$ 244 milhões.  (...)

Avena lembra que esse crescimento mostra, por outro lado, uma faceta negativa: o seu caráter assistencialista e sem políticas que contribuam para os participantes se tornarem  autossuficientes. Para o economista, o governo federal ainda não conseguiu dimensioná-lo como um plano de caráter emergencial e temporário, conforme a proposta inicial. "O aumento do número de pessoas cadastradas é a prova de que o programa não está funcionando. Se é emergencial, deveria exibir, gradualmente, uma redução do número de famílias inscritas".

 'O dogmatismo é uma doença da esquerda', diz Mujica

O dogmatismo é uma doença crônica da esquerda latino-americana. Acreditamos que somos possuidores de uma verdade absoluta. A esquerda tem a doença de sempre ser apaixonada pelos modelos em que acredita. Mas se penso que meu vizinho deve pensar como eu, estamos fritos.

Governo não entrega 22 obras da Copa, mas mantém benefícios (via Implicante)

O Governo Federal anunciou na última segunda-feira a retirada de mais 14 obras da chamada Matriz de Responsabilidade da Copa do Mundo. Com isso, chega a 22 o número de projetos que receberam benefícios e incentivos para ficarem prontos até o Mundial, mas que só serão entregues após o torneio. A retirada deles da lista oficial de projetos da Copa, aliás, não reduziu as vantagens concedidas pelo governos às construções. As obras retiradas da Matriz de Responsabilidade seguem gozando dos mesmos juros especiais em financiamentos públicos, parcelamentos a perder de vista e o RDC (Regime Diferenciado de Contratação), que simplifica o processo de licitação definido na Lei 8.666. Além disso, não sofrerão qualquer penalidade em caso de atrasos.  (...)

Todos os projetos em estádios foram mantidos e tiveram, inclusive, seu orçamento ampliado, e muito. Em janeiro de 2010, as obras deveriam custar R$ 5,9 bilhões. Hoje, a estimativa é que custem R$ 8 bilhões. (...) À época, as assinaturas dos governantes foram vistas como um compromisso para a execução dos projetos e como uma garantia de tratamento diferenciado para as obras ali listadas. Era, antes de de tudo, uma garantia de que o chamado legado da Copa realmente existiria. Hoje, porém, os governos estaduais e municipais não tem mais a obrigação de executar dentro do prazo as obras a que se comprometeram para a Copa do Mundo. Após descumprirem tal condição, essas administrações podem seguir com seus projetos sob as mesmas condições, abastecidos por linhas de crédito subsidiadas do BNDES e da Caixa Econômica Federal.

 Mulheres são as mais afetadas pelo consumo de drogas na família, diz pesquisa

As mulheres são as mais afetadas pelo consumo de drogas na família. De acordo com levantamento apresentado hoje (3), elas são a maioria (80%) a sofrer os impactos negativos, sejam eles psicológicos ou financeiros, do vício. Das mulheres afetadas, 46% são mães de usuários, sendo que 66% delas são consideradas "chefes de família". Metade delas sofre de problemas físicos ou psicológicos em decorrência do consumo de drogas pelo filho.

Editorial ZH: Um dilema nacional

Divulgado dois anos depois do lançamento do programa federal Crack, é Possível Vencer, que se comprometia, entre outros aspectos, a garantir assistência para dependentes, o estudo mostra um quadro ao mesmo tempo desolador e desafiador. Nada menos de 28 milhões de brasileiros, por exemplo (...) convive com algum usuário. Em muitos casos, essas pessoas são submetidas constantemente a agressões verbais e até físicas, têm seu patrimônio pessoal dilapidado e sofrem pressão psicológica constante, a ponto de muitas se abalarem emocionalmente com gravidade. (...)

Alguns dados apontados pela pesquisa não deixam dúvida sobre o grau de desestruturação familiar em consequência do problema: nada menos de 58% dos entrevistados com algum usuário de drogas na família, por exemplo, têm afetada a habilidade de trabalhar ou estudar. E, o que é igualmente preocupante, 29% dos que foram consultados estão pessimistas quanto ao seu futuro imediato.

Brasil cai pela 3ª vez seguida em ranking de solidariedade

Pelo terceiro ano seguido, o Brasil recua posições em um ranking mundial que mede a solidariedade da população. O dado de 2013 mostra que país é o menos generoso da América Latina, ao lado da Venezuela, e o 91º entre todas 135 nações analisadas. (...) O que tem puxado o Brasil para baixo no ranking --em 2009 estava na 54ª posição-- é o item que analisa "ajuda a desconhecidos". Em 2008, 51% da população praticava esse tipo de ação. Agora, 42%.

Educação no Brasil evolui, mas resultados no Pisa não são expressivos, analisam especialistas

O Brasil ocupa o 58º lugar em matemática, o 55º lugar em leitura e o 59º lugar em ciências em um ranking de 65 países no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) 2012. O cenário não é muito diferente do de 2009, quando o país assumiu a 53ª posição em leitura e ciências, e o 57º lugar em matemática. (...) Nos três casos, no entanto, o país está abaixo da média dos países da OCDE e a maior parte dos estudantes tem conhecimentos básicos nas áreas. Em matemática, 67,1% estão no nível 1 ou inferior, ou seja, são capazes de fazer operações básicas e resolver problemas simples. Apenas 1,1% dos estudantes está no nível 5 ou 6 - o máximo - de proficiência.

América Latina ocupa as últimas posições de relatório PISA sobre educação | Internacional | Edição Brasil no EL PAÍS

Apesar dos esforços e os reiterados compromissos anunciados pelos Governos da região para fazer da educação sua bandeira política, os países da América Latina  apontaram um retrocesso nos níveis educativos nos últimos três anos, que os levou aos últimos postos da lista do Relatório PISA (Programme for International Student Assessment) sobre Educação 2012, divulgado nesta terça-feira pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). (...)

O Brasil está muito atrás no ranking, no posto 58, apesar de o relatório dedicar ao país um capítulo, intitulado “Lições esperançosas de um grande sistema federal”. A reforma da educação brasileira teve espaço em um contexto de “pobreza, ensino de má qualidade e currículo irrelevante”, diz o estudo, que pontua os estudantes brasileiros com 391 pontos em matemática, 405 em ciências e 410 em leitura.

O Brasil caiu três posições no ranking internacional que mede a corrupção | Politica | Edição Brasil no EL PAÍS

O Brasil caiu três posições no ranking internacional que mede a corrupção em 177 países publicado anualmente pela ONG Transparência Internacional. O país saiu do posto 69 para o 72, ficando atrás de nações vizinhas da América Latina como Costa Rica (posição 49), Porto Rico (33), Chile (22) e Uruguai (19). O primeiro da lista é a Dinamarca. Numa escala que vai de 0 a 100 (altamente corrupto a muito transparente), a nota do Brasil passou de 43 para 42 pontos. (...) Os dados mundiais mostram que 27% dos entrevistados afirmaram que pagaram propina para acessar serviços ou instituições públicas nos últimos 12 meses. As informações sobre esse dado não estão disponíveis para o Brasil.

Sober Look: Brazil's markets deteriorating on rising uncertainty

With the 2014 general elections coming up and economic conditions deteriorating, the markets have been pricing in a difficult year ahead. The fact that the upcomong FIFA World Cup could bring massive and possibly violent protests is not helping. The nation’s equity market has underperformed materially against both the global and emerging indices, down over 17% for the year.

Blue: Brazil BOVESPA, Green: iShares EM Index ETF

 Desemprego no Brasil ultrapassa os 20%

Segundo o IBGE, desemprego é: ”A população desocupada na semana de referência compreende as pessoas sem trabalho na semana de referência, mas que estavam disponíveis para assumir um trabalho nessa semana e que tomaram alguma providência efetiva para conseguir trabalho no período de referência de 30 dias, sem terem tido qualquer trabalho ou após terem saído do último trabalho que tiveram nesse período.”

Enquanto para o ex-prefeito [Cesar Maia] o índice de desemprego deveria incluir não só a taxa de desemprego, mas também outras categorias de empregos, como: as pessoas que ganham menos por hora do que o suficiente para ganhar um salário mínimo no final do mês, pessoas que cansaram de procurar emprego, pessoas não ligadas a população economicamente ativa mas que querem trabalhar e, por fim, pessoas subocupadas. O que esse índice de desemprego (com os critérios da União Europeia) faz é  medir a quantidade de desempregados mais a quantidade de pessoas que não trabalham da forma ideal, ou seja,  pessoas da PEA trabalhando no mínimo 40 horas semanais ganhando no mínimo um salário mínimo .

País tem 9,6 mi de jovens de 15 a 29 anos que não estudam nem trabalham

No outro extremo, um porcentual também alto, de 32,4%, sequer completou o ensino fundamental. O Nordeste é a região com maior proporção de jovens que não estudam nem trabalham, em todas as faixas etárias estudadas. Na faixa de 18 a 24 anos, Alagoas tem nada menos que 35,2% da população que não estuda nem trabalha. Na região metropolitana do Recife, o índice também é preocupante: 31,8% dos jovens de 18 a 24 anos não têm atividade produtiva.

Apenas 54% dos jovens de 15 a 17 anos frequentam o ensino médio

A proporção de crianças de 4 e 5 anos que estudam também está longe do considerado ideal pelo governo. Ela subiu que 56,7% para 78,2% em dez anos (entre 2002 e 2012), mas a meta é universalizar a educação nesta faixa etária até 2016. Ainda há quase 22% de crianças para serem levadas à escola. Na faixa de até três anos de idade, 21,2% das crianças estão nas creches e escolas. O Brasil tem que chegar a 50% até 2020. Os dados mostram que também será necessário melhorar as condições das escolas públicas.

Transferência de renda não reduz taxa de ocupação entre mais pobres - brasil - geral - Estadão

Na última década, a renda proveniente do trabalho perdeu peso no rendimento dos brasileiros mais pobres, graças aos programas de transferência de renda. No entanto, a taxa de ocupação entre pessoas desse grupo não caiu, até aumentou, segundo o estudo Síntese de Indicadores Sociais 2013, divulgado pelo IBGE nesta sexta-feira, 29. (...)

Nas famílias com renda per capita de até um quarto de salário mínimo, perdeu importância a renda proveniente do trabalho (de 78,5% em 2002 para 58,5% em 2012), enquanto a participação de outras fontes de renda aumentou (de 14,3% para 36,3%). No entanto, a taxa de ocupação dessa fatia da população subiu de 76,9% em 2002 para 78,2% em 2012.

Já na faixa de renda per capita de um quarto de salário mínimo a meio salário mínimo, a participação do trabalho na renda saiu de 78,3% em 2002 para 72,3% em 2012, enquanto a fatia da renda obtida por outras fontes subiu de 6,5% para 12,9%. No mesmo período, a taxa de ocupação desse extrato populacional aumentou de 87,6% para 88,2%.

Sistema de saúde brasileiro fica em último lugar em ranking mundial (via Implicante)

De acordo com o documento, os brasileiros possuem uma baixa expectativa média de vida atualmente, em 73,4 anos. Apenas o Irã, a Argélia e a República Dominicana possuem valores piores que os brasileiros, no entanto, nenhum deles ficou abaixo dos 73 anos. Outro fator relevante que prejudicou a posição brasileira foi o alto custo per capita pago para a se obter qualquer tratamento. Atualmente, uma pessoa gasta em média por ano mais de 1.200 dólares (R$ 2.900) com os cuidados da saúde na Brasil.

Apesar de avanço social, Brasil não reduz índices criminais

De 2007 para cá, os principais indicadores que medem as desigualdades sociais e o crescimento econômico tiveram melhoras, contudo, isso não implicou na redução da taxa de homicídios por 100 mil habitantes, que hoje é de 24,3. (...) Nos Estados Unidos, a proporção é de 5 para 100 mil pessoas, enquanto que na maioria dos países europeus não chega a 3. (...) O Rio de Janeiro é o 15o mais violento e São Paulo, o 25o entre os 27 Estados brasileiros.

Enquanto isso, no campo econômico, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita brasileiro saltou de R$ 14.183, em 2007, para R$ 22.402 (9.589 de dólares) no ano passado. Nesse período, o desemprego caiu de 9,3% para 5,5%, perto do pleno emprego. Os índices de homicídios e de estupro, por sua vez, não recuaram. Ao contrário, nos últimos dois anos o país registrou seguidas altas desses indicadores. Com 47.136 ocorrências confirmadas em 2012, o Brasil conta, por hora, cinco homicídios. Já os casos de estupros chegaram a 50.617, uma proporção de 26, para 100 mil habitantes. Esse índice era de 22,1 há dois anos.

Homicídios por Estado e gastos com segurança | Media | EL PAÍS (mas convém observar o comentário acima sobre taxa de desemprego IBGE X UE, e a paridade do poder de compra)

Sete obras desatam o nó que estrangula a economia brasileira (via prof. Orlando Tambosi)

Essas obras servem para inverter a rota atual, que prioriza trajetos terrestres irracionais, seja por via rodoviária, seja pela ferrovia Malha Norte, entre Rondonópolis (MT) e o saturado Porto de Santos, em São Paulo. O terminal paulista e o Porto de Paranaguá, no Paraná, ao Sul, são hoje destino de 70% da soja e de 80% do milho do Estado de Mato Grosso. A lógica é aproveitar algo elementar: geograficamente, o escoamento da produção proveniente do paralelo 16 – uma linha imaginária que corta uma área que vai da capital mato-grossense Cuiabá ao norte da Bahia, no Nordeste – tem mais viabilidade econômica pelos portos do Norte do que via Sudeste ou Sul.

“Da maneira como a infraestrutura está estruturada hoje temos um sistema perde-perde. O agricultor perde parte do que poderia receber por causa do custo do frete. O consumidor acaba pagando mais pelo produto. E quem transporta a carga também perde, pois a gasto de trafegar pelas estradas brasileiras é muito alto”, afirma Seneri Paludo, diretor da Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso (Famato).

Rede pública perde participação entre as escolas top do Enem (lembrando que todas as públicas 'top' são colégios técnicos e militares, que tem vestibulinho para entrar...)

Dados do Ministério da Educação mostram que em 2012 só 6,6% dos colégios entre os 10% melhores eram públicos. Em números absolutos, são 74 instituições, entre as 1.124 da elite do país --lista liderada pelo colégio Bernoulli, particular de Minas. No ano anterior, eram 7,9% públicas entre as melhores. A participação cai desde 2009, quando a prova foi ampliada e passou a selecionar calouros para universidades federais.

Dois terços dos alunos de 15 anos no Brasil não entendem frações - Jornal O Globo

No Brasil, mais de dois terços dos quase 20 mil estudantes que fizeram a prova ficaram na faixa que vai até o nível dois, ou seja, bem abaixo na tabela. Nesse nível, eles conseguem interpretar e reconhecer situações em contextos que exigem apenas a inferência direta, além de fazerem interpretação literal dos resultados. Mas para por aí. Mais de 65% dos estudantes brasileiros não conseguem analisar um gráfico ou uma situação do cotidiano e traduzir o problema para modelos matemáticos. (...)
Cláudio Landim também ressaltou que grande parte da dificuldade dos alunos em entender gráficos simples ou tabelas vem da deficiência em Leitura, outra área analisada pelo Pisa:
- Quando participamos da Olimpíada Brasileira de Matemática, percebemos que a dificuldade do aluno é compreender o que está sendo perguntado. É compreensão do texto, puramente isso. Uma grande parcela não consegue responder porque não entende o que está lendo. A compreensão textual tem impacto significativo na Matemática.

Indústrias brasileiras inovaram menos

De um universo pesquisado de 128.699 empresas, 45.950 implementaram no período produtos ou processos novos ou bastante aprimorados, o que corresponde a uma taxa geral de inovação de 35,7%. O resultado é inferior ao da Pintec anterior, relativa ao período de 2006 a 2008, que registrou taxa de inovação de 38,1% – e ligeiramente maior que os 34,4% obtidos na pesquisa com dados de 2003 a 2005. (...)
Outro indício de que mais empresas estão mais mobilizadas para fazer pesquisa e desenvolvimento foi o avanço da queixa sobre a falta de pessoal qualificado no ranking de gargalos à inovação. No caso da indústria, o problema era o sexto mais relevante no período de 2003 2005. Passou a ocupar a terceira posição no período 2006-2008. Já na Pintec 2011, foi o segundo mais importante para a indústria: 72,5% delas atribuíram importância alta ou média à falta de pessoal qualificado, obstáculo apenas superado pelo custo de inovar, apontado por 81,7% das empresas do mesmo segmento.

América Latina, onde abundam os empresários e faltam inovadores

Entre os motivos listados no relatório estão incluídos a deficiência na formação de capital humano, a baixa competitividade dos serviços básicos, como comunicação, transporte e logística, e um ambiente econômico e institucional desfavorável. "Na região, aparentemente, os investidores se sentem menos seguros do que em outras regiões porque as regras do jogo mudam com muita frequência e os sistemas judiciais não se modernizaram para tratar de questões relacionadas com temas ligados à propriedade empresarial", explicou o economista Augusto de la Torre.

A soma desses fatores não só afeta a produtividade e o crescimento das empresas na região, (...) mas incide em sua capacidade de gerar empregos de qualidade que promovam o desenvolvimento.

De 8 mil cursos avaliados em 2012, só 98 têm nota de excelência

Apenas 98 dos mais de 8 mil cursos avaliados pelo Ministério da Educação em 2012 conseguiram atingir o conceito cinco, considerado de excelência. Todos eles pertencem a universidades e 34 estão em instituições públicas. O Estado de São Paulo concentra a maioria deles, 34.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Capitalismo entre amigos

‘Eike, emblema e indício’, um artigo de Demétrio Magnoli no Estadão | Augusto Nunes

Eike Batista valia US$ 1,5 bilhão em 2005, US$ 6,6 bilhões em 2008, US$ 30 bilhões em 2011 e US$ 9,5 bilhões em março passado, depois de 12 meses em que seu patrimônio encolheu num ritmo médio de US$ 50 milhões por dia.(...)

A história de Eike é, antes de tudo, um emblema do capitalismo de Estado brasileiro. Durante o regime militar, Eliezer Batista circulou pelos portões giratórios que interligavam as empresas mineradoras internacionais à estatal Vale do Rio Doce. Duas décadas depois seu filho se converteu no ícone de uma estratégia de modernização do capitalismo de Estado que almeja produzir uma elite de megaempresários associados à nova elite política lulista. (...)

Dez anos atrás o BNDES não era “o melhor banco do mundo”. Alcançou essa condição por meio de uma expansão assombrosa de seu capital deflagrada no final do primeiro mandato de Lula da Silva. A mágica sustentou-se sobre o truque prosaico da transferência de recursos do Tesouro Nacional para o BNDES.  (...)

A saga da célere ascensão e do ainda mais rápido declínio do Grupo X contém uma profusão de pistas, ainda não exploradas, das relações perigosas entre o círculo interno do lulismo e o mundo dos altos negócios. Na condição de “consultor privado”, em julho de 2006 o ex-ministro José Dirceu viajou à Bolívia, num jatinho da MMX, exatamente quando o governo de Evo Morales recusava licença de operação à siderúrgica de Eike. Nos anos seguintes, impulsionado por um fluxo torrencial de dinheiro do BNDES, o Grupo X atravessou as corredeiras da fortuna. Durante a travessia, em 2009 o empresário contou com o beneplácito de Lula para uma tentativa frustrada de adquirir o controle da Vale, pela compra a preço de oportunidade da participação acionária dos fundos de pensão, do BNDES e do Bradesco na antiga estatal. Naquele mesmo ano o fracasso de bilheteria Lula, o Filho do Brasil, produzido com orçamento recordista, contou com o aporte de R$ 1 milhão do empreendedor X.

5 lições da queda do Império X para o Brasil - Luciano Sobral - Estadao.com.br...

Ainda está para chegar uma conta precisa do prejuízo do grupo X para o Tesouro Nacional. (...) A tentação de criar atalhos para um mercado de crédito ainda tímido e acelerar a consolidação de alguns mercados esbarrou em interesses políticos e baixa capacidade de execução. O aumento na dívida bruta e a consequente piora da percepção da qualidade do crédito soberano, a carteira da BNDESPAR repleta de ações subscritas a preços que não fazem sentido mesmo para o nível de otimismo manteguiano e o embaraço de políticos abraçando Eike e declarando-o como símbolo do “Brasil que dá certo” serão legados inconvenientes para o governo nas próximas eleições e para a economia nos próximos anos. (...)


O “império X” criou milionários [...] antes da OGX extrair seu primeiro barril de petróleo. Pior ainda que isso tenha envolvido a chancela do governo, se não tanto com dinheiro, com legitimação dos projetos. Se é verdade que no capitalismo brasileiro faltam empreendedores, os incentivos mostrados nesse caso apontam que vale mais ter boas conexões e relações públicas do que entregar retornos e, depois, colher os frutos. Não é esse tipo de empreendedor que o país precisa criar, mas talvez seja dos poucos viáveis, ou que nossas intistuições incentivam.

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Fonte

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terça-feira, 19 de março de 2013

Promessas da gestão Haddad já somam R$ 13,9 bi em 77 dias -- FSP

Folha de S.Paulo - Cotidiano - Promessas da gestão Haddad já somam R$ 13,9 bi em 77 dias - 18/03/2013:

Desde que assumiu a prefeitura, há 77 dias, o prefeito Fernando Haddad (PT) e seus secretários anunciaram 13 medidas que custarão ao menos R$ 13,9 bilhões para ser colocadas em prática.

(...)

Por dia, são cerca de R$ 180 milhões em promessas desde 1º de janeiro. Para arcar com os custos, além do dinheiro do caixa do município, a prefeitura pretende recorrer a verba dos governos estadual, federal (em ao menos 5 iniciativas) e de empresas, por meio de parcerias público-privadas.

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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Um outro criacionismo, que impera em nossas escolas

Não aprendemos absolutamente nada de economia nas escolas (ao menos não nas classes), aprendemos apenas uma pseudo-ciência anti-econômica. E crescemos, orgulhosos de nossa ignorância, e transmitimos esses preconceitos a nossos alunos.

História: mais Bastiat e menos Marx | Ordem Livre

Nas narrativas sobre a Revolução Francesa, ainda ouvimos falar de indivíduos que representam politicamente a “classe burguesa”, como se a teoria do valor trabalho que fundamenta a teoria marxista da exploração no “capitalismo” não tivesse sido superada ainda no século dezenove, tornando vazias as velhas noções de classe.

Os autores escrevem como se tal teoria de exploração não tivesse em Economia sido substituída por outra, baseada na oferta de privilégios legais derivados do poder político, como é feito pela moderna escola da escolha pública. Nessa última, não existem forças econômicos que definem uma classe: é o poder político que, ao conferir privilégios legais, cria castas com interesses comuns. (...)

A despeito da quantidade cada vez maior desse tipo de pesquisa, a probabilidade de que certos mitos deixem de ser ensinados aos alunos é pequena. A visão de mundo marxista ainda fornece uma guia para a interpretação padrão da história . Para que tenhamos sucesso na tarefa de desenvolvimento e divulgação de uma interpretação alternativa da história, que utilize a teoria econômica moderna, não devemos apenas utilizar a teoria econômica como ferramenta ocasional, mas desenvolver uma visão de mundo alternativa que organize a narrativa.

Coragem para aprender em padrões internacionais -- Análise de Ilona Becskeházy F. de Sousa, consultora de educação. (Jornal da Ciência)

A arapuca institucionalizada, que também afeta a elite, começa com um ensino básico sem padrões de qualidade definidos, que produz egressos semianalfabetos, que vão para uma formação docente inócua e descolada das necessidades pedagógicas do País, perpetuada por uma pós-graduação desatualizada e protegida por uma regulação setorial medíocre e politizada que, por sua vez, impede a melhoria de qualidade da educação básica.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Dor de crescimento perdido sacode Brasil de sonho, diz 'FT'

Dor de crescimento perdido sacode Brasil de sonho, diz 'FT' - BBC Brasil - Notícias

O jornal comenta que o crescimento de 0,6% do PIB no terceiro trimestre foi não somente a metade do que o previsto dias antes pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, como também foi inferior ao esperado pelo "mais pessimista dos analistas de mercado".

"Para a presidente Dilma Rousseff, além do embaraço pela previsão errada, o mais preocupante será descobrir que diabos deu errado na economia", diz o jornal.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Investimento de primeiro mundo em educação

Os gastos do Brasil com educação em relação ao mundo - EXAME.com

Apesar do investimento brasileiro ser próximo da média dos países da OCDE, o país se encontra somente em 53º lugar - de um total de 65 - no Pisa, um programa de avaliação da qualidade da educação da mesma organização.

Ou seja, maiores investimentos não necessariamente acompanham, na mesma proporção, uma melhora no desempenho dos estudantes.

O Brasil é o 15º que mais investe o PIB na área na lista da OCDE. Os lanternas no ranking foram Indonésia (investimento de 3% do PIB), Índia (investimento de 3,5%), Japão (3,8%), Eslováquia (4,1%) e República Tcheca (4,4%).

domingo, 19 de agosto de 2012

Estado forte, com a nova fidalguia mais forte ainda.

Documentos do Planalto expõem ações de José Dirceu no comando da Casa Civil - politica - politica - Estadão
Documentos oficiais obtidos pelo Estado - entre correspondências confidenciais, bilhetes manuscritos e ofícios - revelam os bastidores da atuação de José Dirceu no comando da Casa Civil, entre janeiro de 2003 e junho de 2005. Liberados com base na Lei de Acesso à Informação, os papéis enviados e recebidos pelo homem forte do governo Luiz Inácio Lula da Silva explicitam troca de favores entre governo e partidos aliados, intervenções para que empresários fossem recebidos em audiências e controle sobre investigações envolvendo nomes importantes da máquina pública.
Folha de S.Paulo - Colunistas - Vaivém - Brasil já importa 11% do combustível que usa - 18/08/2012
Até julho, as compras externas de gasolina somaram 2,13 bilhões de litros, praticamente o mesmo volume importado durante todo o ano passado, que atingiu 2,18 bilhões de litros.
Folha de S.Paulo - Esporte - Alemães adiantaram desfecho de licitação de cadeiras do Maracanã - 18/08/2012
Apesar de a empresa alemã informar pelo menos desde a semana passada que ganhou a licitação, o anúncio oficial só ocorreu na quinta-feira, quando a Secretaria de Obras do Estado do Rio de Janeiro informou que as primeiras cadeiras do Maracanã estavam disponíveis para visitação.(...) Se a contratação fosse feita diretamente pelo governo, a Giroflex poderia ter problemas. A empresa está suspensa até 2016 de ser contratada pela administração pública. O motivo são irregularidades em uma licitação realizada pelos Correios.
Trens comprados por R$ 11 milhões cada já chegaram ao Rio enferrujados - Rio - O Dia Online
Relatório ao qual O DIA  teve acesso com exclusividade mostra que foi preciso fazer uma raspagem e limpeza com produtos químicos, em caráter emergencial, antes de apresentar os carros e colocá-los para circular. (...) Segundo os peritos, há no mercado acabamentos que impediriam a oxidação por até 20 anos. Afirmaram que, como a ferrugem atingiu mais algumas áreas, há indícios de que houve diferença na escolha do material, que seria de qualidade inferior. [veja também esta reportagem]
Folha de S.Paulo - Poder - Empresa de filho de Lula deve R$ 6,1 mi - 18/08/2012
A Gamecorp surgiu em 2004, recebeu um aporte de R$ 5 milhões da Telemar (hoje Oi). Como a empresa de telefonia tem participação do BNDES, o aporte passou a ser investigado pelo Ministério Público por suspeita de tráfico de influência. (...) Desde então, a empresa acumulou sucessivos prejuízos. Apesar do lucro de R$ 384 mil no ano passado, as perdas acumuladas chegam a R$ 8,6 milhões. (...)
No início, segundo o próprio Lulinha, a Gamecorp evitava receber dinheiro de fontes públicas para não gerar eventuais dúvidas sobre favorecimento político. No fim do ano passado, porém, a postura mudou: a empresa recebeu R$ 190 mil por anúncios do Banco do Brasil. De acordo com um diretor do banco que pediu para não ter o nome publicado, o pedido partiu do pecuarista José Carlos Bumlai, que é amigo de Lula.
Descoberto o “Homem do Barba” que tinha acesso livre ao Palácio do Planalto “em qualquer tempo e qualquer circunstância” | Reinaldo Azevedo - Blog - VEJA.com
Em 2008, após saber que o serviço de segurança impusera dificuldades à entrada do pecuarista no Planalto, o presidente ordenou que fosse fixado um cartaz com a foto de Bumlai na recepção do palácio para que o constrangimento não se repetisse. O pecuarista, dizia o cartaz com timbre do Gabinete de Segurança Institucional, estava autorizado a entrar “em qualquer tempo e qualquer circunstância”. (...)
O governo descobriu que o pecuarista estava usando a influência e o acesso consentido ao palácio para fazer negócios privados. O Planalto foi informado de que Bumlai, por conta própria, estaria intermediando a compra de turbinas para a usina de Belo Monte com um grupo de chineses. A orientação do governo era exatamente contrária: em vez de importar peças, elas deveriam ser produzidas no Brasil, para criar empregos aqui.”
Porque não pode todo mundo ser o Ronaldinho -- VEJA on-line
Em janeiro de 2005, apenas um ano depois da chegada de Lulinha à empresa, a Gamecorp já estava recebendo o aporte milionário de 5,2 milhõesde reais da Telemar – e Lulinha já era um  empreendedor de raro sucesso. A Gamecorp dera um salto estratosférico, coisa rara mesmo num mercado em expansão, como é o caso da internet e dos jogos eletrônicos. A sociedade entre a Telemar e a Gamecorp se materializou por meio de uma operação complexa, que envolveu uma terceira empresa e uma compra de debêntures seguida de conversão quase imediata em ações. O procedimento visava a ocultar a entrada da Telemar no negócio.
Folha de S.Paulo - Mercado - Prejuízo da Petrobras reflete uso político e controle de preços, dizem analistas - 03/08/2012
Devido ao subsídio à gasolina, explicou, o consumo do produto deverá continuar alto nos próximos meses. O preço mais baixo manterá a gasolina mais atrativa para o consumidor do que o etanol, cuja indústria não vem muito bem no país.
A maioria das notícias eu li através do Implicante.

quero ver esses trens na copa

sábado, 30 de junho de 2012

O nonsense insustentável do Rio, artigo de Jagdish Bhagwati -- Jornal da Ciência

Jagdish Bhagwati no Jornal da Ciência (Artigo publicado originalmente no Valor Econômico)

A noção de que um grupo de ativistas nomeados por eles mesmos, em conjunto com alguns governos e agências internacionais, pode determinar o que uma empresa deve fazer em termos de RSE contradiz a noção liberal de que devemos defender a busca da virtude, mas não de uma forma particular. Em tempos em que o mundo enfatiza a importância da diversidade e da tolerância, é um atrevimento sugerir que as empresas deveriam padronizar a noção de como desejam promover o bem no mundo.

Artigo original: Rio's Unsustainable Nonsense

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Corte de verba, código florestal -- artigos no JC

Corte no Ministério da Ciência e equívocos, artigo de Rogério de Cerqueira Leite
No mesmo momento em que a administração federal cortava em 23% (R$ 1,5 bilhões) o orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, era aprovado um programa de bolsas para o exterior, denominado Ciência sem Fronteiras, de R$ 3,2 bilhões. Não é só o maior programa com recursos públicos do mundo. É, certamente, maior que todos os demais, de todos os outros países juntos.
O também gigantesco programa de bolsas para o exterior da China, igualmente para 100 mil estudantes (denominado "100.000 Strong"), é inteiramente custeado por recursos privados, enquanto o brasileiro é mantido em 75% de seus custos por verba pública federal. Dos 700 mil estudantes estrangeiros em escolas e universidades americanas, apenas 4,6% são sustentados com recurso público de seus respectivos países.
Simultaneamente, o governo injeta uma verba adicional de R$ 6 bilhões na Finep, aparentemente para apoiar indústrias inovadoras e, especialmente, aquelas que atuam em áreas relevantes para o "pré-sal".
SBPC em Chapadinha: Aleixo defende racionalidade no veto do Código Florestal -- artigo de Viviane Monteiro para o Jornal da Ciência
Ao mesmo tempo em que defende a reversão do texto sobre as APPs, dentre outros pontos, Aleixo reconhece, também, a situação de produtores rurais que na década de 1970 receberam incentivos para ocupar e explorar a região Norte do País (Amazônia), pelo famoso programa "Integra para não entregar" que permitia desmatar até 80% das propriedades rurais. Agora, com as modificações da lei, querem cobrar a restauração dessas áreas. As estimativas publicadas na imprensa são de que, na década de 1970, as derrubadas atingiram 14 milhões de hectares, número que deve somar cerca de 70 milhões de hectares em anos mais recentes.
O cientista discorda da opinião do modelo de ambientalistas que querem que esses produtores rurais paguem pelo desmatamento estimulado por esse programa. "Existem produtores rurais que trabalham corretamente. E por essa razão não se pode generalizar no tratamento dado [no Código Florestal]. É preciso ter racionalidade", recomenda Aleixo.
No JC também tem outro artigo que chega a ser engraçado, o autor tentou juntar todas as referências acadêmicas que já havia ouvido falar, mas saiu só um ad hominem. (Aliás, será que ele leu mesmo algo daElinor Ostrom ou do Bjørn Lomborg?) Dá vergonha do que passa por conhecimento acadêmico no Brasil.

Qualquer um pode passar por sabichão

domingo, 13 de maio de 2012

Artigos de Jorge Guimarães e Erik Camarano, publicados no Jornal da Ciência

Apenas dois comentários rápidos sobre um texto que deve servir de exemplo sobre como não usar números (ou melhor, como torturá-los para que contem o que se quer ouvir).
Reforma da educação e os estudantes de SP, artigo de Jorge Guimarães -- JC
No período entre 2000 e 2010, enquanto no Brasil (exceto São Paulo) o número de concluintes de ensino médio aumentou em 134 mil, em São Paulo, houve queda de 196 mil.
Talvez os outros estados estejam mesmo de parabéns; talvez alguns estados tenham passado a ver esse número como um fim em si; talvez esses números reflitam uma variação nas taxas de natalidade ou migração; talvez essas taxas sejam produto de ascensão econômica (famílias em melhores condições tem menos filhos); talvez haja uma variabilidade dentro dos estados que não seja representada por esse número. Nada disso se discute no artigo, que prossegue:
Apesar da riqueza de São Paulo, cuja renda per capita é superior a de países como Chile, México e Uruguai, no teste internacional Pisa o estado ficou atrás de todos.
Já é complicado comparar renda per capita sem levar em conta o poder de compra, e é muito mais complicado comparar a renda de um estado com a renda de um país -- dado que um estado pode ser um pagador ou recebedor líquido de impostos federais, enquanto o mesmo não se aplica a um país. Outro problema é que indicadores educacionais são consequência de investimento passado em educação, muito mais que da situação presente. Outro problema é a falta de comparação com outros estados do Brasil (a negligência é confinada a São Paulo, ou há outros estados com desempenho abaixo do esperado? Ou o problema é nacional e o Brasil, como um todo, tem desempenho pior que outros países economicamente parecidos?).

A situação da educação básica no Brasil é crítica -- infinitamente pior que a situação do ensino superior -- e é bom saber que há gente olhando para o problema. Mas o artigo como está escrito parece mais panfleto pró-governo e anti-São Paulo, nada acadêmico e pouco producente caso o objetivo seja melhorar a educação em todo o Brasil. O artigo tem outros problemas, como um coletivo desconhecido ao qual o autor se refere ("criamos o ProUni", "dobramos as vagas de ingresso"), uso de indicadores ao mesmo tempo que critica os vestibulares, e crítica à resistência de São Paulo em formar mais doutores, assumindo que tal aumento é desejável.

Um artigo mais informativo que não coloca estado contra estado (ou "o Brasil progride, apesar de São Paulo") é o que segue.

Educação: as mudanças de que o Brasil precisa, artigo de Erik Camarano -- JC
O quadro piora no fim do ensino médio: apenas 11% dos alunos têm o desempenho desejável, sendo que no Norte esse percentual cai para 4,9% e, no Nordeste, para 6,8%.
O cenário exige soluções inovadoras, metas claramente definidas e um choque na gestão educacional, com engajamento direto da sociedade. A primeira parte da agenda, da inclusão dos alunos em sala de aula, não se resolve apenas com investimentos públicos em expansão da oferta educacional. (...)
Sindicatos de professores País afora ainda gritam contra a ideia de que o desempenho estudantil pode sim ser medido e diretamente correlacionado à efetiva atuação do professor em sala de aula, com recompensa para os que têm melhor performance. Isso foi feito nos países que trataram a educação com seriedade.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Nas asas oficiais - Míriam Leitão: O Globo

Nas asas oficiais - Míriam Leitão: O Globo

O JBS vai fazer agora um grande favor ao governo e um grande negócio, ao mesmo tempo. Até então, o grupo tinha feito grandes negócios com favores do governo. Sua holding J&F vai assumir a Delta, a empreiteira que vive uma cachoeira de acusações e que é a maior nas obras do PAC. Se ela quebrasse, seria um desastre para o governo. Nos últimos anos, o grupo JBS recebeu um suporte financeiro do BNDES de cerca de R$ 13,3 bilhões. (...)

Em 2008, subscreveu R$ 2,5 bi em ações da Bertin para, segundo o BNDES, "suportar o plano de negócios da empresa". Parece que o plano não suportou a realidade. Logo depois, o JBS ficou com a parte de frigoríficos da Bertin, levando a empresa já engordada com o dinheiro do banco. (...)

Recentemente, informou-se que a empresa está comprando os negócios do Independência. E nisso aí é outro favor que faz ao BNDES. O projeto do banco de criar campeões nacionais na área de carne, induzindo uns a comprarem outros, teve alguns fracassos. Bertin, por exemplo, um dos escolhidos, teve que ser vendido logo depois que o BNDES entrou de sociedade na empresa. Aliás, foi para o setor elétrico com a ajuda do governo e também não teve bom desempenho. Mas no complexo carne o maior desastre foi o Independência.

Vale a leitura na íntegra. A realidade teima em se opor à ideologia. Antes de pedir mais regulação do governo e oferecer mais poder aos burocratas, leia de novo o artigo.

domingo, 22 de abril de 2012

Dadaísmo intelectual: universidades publicam mal. Talvez se as fizermos produzir patentes eu saio bem na foto.

Lembra-me a brilhante conclusão de que, ao observar crianças cada vez mais mal alfabetizadas e com defasagem matemática, deve-se expandir o leque de disciplinas holísticas (porque, afinal, as uvas estavam verdes).

Folha.com - Ciência - Governo ignora cientistas em debates importantes (entrevista da professora Helena Nader, presidente da SBPC) - 19/04/2012
A universidade até pode fazer patente, mas esse não é o seu papel. O grande produtor de patentes deve ser a iniciativa privada. A Capes [Coordenação de Pessoal de Nível Superior] hoje pontua programas de pós-graduação com patentes. Mas querer que a universidade se responsabilize por patentes é um erro, mesmo que sejam feitas em parcerias com empresas. Essas parcerias ainda são muito frágeis. (...) Hoje, um professor com dedicação exclusiva em uma universidade pode, pela legislação, dedicar um dia por semana para um projeto em parceria com uma empresa. Mas isso pode causar problemas no Ministério Público, que entende que ele está deixando de fazer pesquisa e ensino.
Essa é uma crítica a opiniões populistas, como por exemplo que "não podemos dar mais importância a uma publicação do que uma patente. Nós temos que dar importância à patente." Uma publicação permite que todos se beneficiem da descoberta, adicionando ao corpus acadêmico, enquanto uma patente é um monopólio artificial oferecido pelo governo. Ou, nas palavras de alguém que culpava as universidades pela falta de empreendedorismo brasileiro, "se você publica uma descoberta, você perde o direito de pedir uma patente." Dá prá ver que perigo seria se cientistas favorecessem patentes à publicações... sem falar que patente não é sinônimo nem indicador de inovação. Mas governos sempre irão preferir soluções fáceis e erradas, se puderem maquiar o problema.

E não se esqueça: se você não conseguir atingir seus objetivos, desista e invente um outro objetivo qualquer, dizendo que aquele outro não era mesmo importante.

Atualização (24 de abril de 2012): O sistema de atribuição de patentes sempre aumenta a possibilidade de patentes de acordo com a Lei de Parkinson, sem "freios e contrapesos". Dois artigos acadêmicos contestando a importância de patentes em ciência:
Joly Y, 2010. Open biotechnology: licenses needed. Nature Biotechnology 28(5): 417 -- 419 (doi:10.1038/nbt0510-417)
Pennisi E, 2009. Systematics Researchers Want to Fend Off Patents. Science 325 (5941): 664 (doi:10.1126/science.325_664)

sábado, 21 de abril de 2012

terça-feira, 13 de março de 2012

Por milhões de dólares, índios vendem direitos sobre terras da Amazônia - Marta Salomon - O Estado de S. Paulo

Por milhões de dólares, índios vendem direitos sobre terras da Amazônia - vida - geral - Estadão

Por US$ 120 milhões, índios da etnia mundurucu venderam a uma empresa estrangeira direitos sobre uma área com 16 vezes o tamanho da cidade de São Paulo em plena floresta amazônica, no município de Jacareacanga (PA). O negócio garante à empresa “benefícios” sobre a biodiversidade, além de acesso irrestrito ao território indígena. (...)

Qualquer intervenção no território depende de aval prévio da Celestial Green Ventures, empresa irlandesa que se apresenta como líder no mercado mundial de créditos de carbono. 

Sem regras claras, esse mercado compensa emissões de gases de efeito estufa por grandes empresas poluidoras, sobretudo na Europa, além de negociar as cotações desses créditos. (...) A Fundação Nacional do Índio (Funai) registra mais de 30 contratos nas mesmas bases.

 

quinta-feira, 8 de março de 2012

ECAD nonsense contra blogs

Ecad cobra taxa mensal de blogs que utilizam vídeos do YouTube - O Globo

RIO - A saga de cobranças inusitadas do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) ganhou mais um capítulo na semana passada. Os rapazes do blog Caligraffiti receberam na última terça-feira um email da entidade arrecadadora avisando que teriam de pagar direitos autorais pelos vídeos do YouTube e do Vimeo que apareciam no site. Surpreso, Uno de Oliveira, um dos responsáveis pelo blog, ligou para o escritório do Ecad em São Paulo, pois nunca tinha ouvido falar nesse tipo de cobrança.

"Eles disseram que o YouTube paga, pois é um transmissor, mas os blogs são retransmissores e também têm de pagar", conta o designer.

Blogs são cobrados por vídeos do YouTube - Link Estadão – Cultura Digital - Estadao.com.br

O Ecad, escritório central de arrecadação e distribuição, quer receber pagamento de blogueiros. A organização começou a cobrar R$ 352 mensais de blogueiros que incorporam vídeos do YouTube em seus posts — a justificativa da entidade é que os vídeos são uma forma de “retransmissão musical” e, por isso, os donos de blogs precisam pagar direitos autorais.

A primeira a receber a cobrança foi Mariana Frioli, do blog A Leitora. Mariana estranhou quando recebeu, na semana passada, uma ligação de um estagiário do Ecad. Ela não havia fornecido seu celular a ninguém. Além disso, seu blog é pessoal e fala sobre suas próprias leituras. O estagiário explicou que a cobrança referia-se ao trailer do filme Delírios de Consumo de Becky Bloom e enviou por e-mail mais detalhes sobre a cobrança.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

A ordem espontânea e o erro dos libertários -- Flavio Morgenstern no Ordem Livre

A ordem espontânea e o erro dos libertários | Ordem Livre

Todavia, como uma premissa básica, ela também precisa ser colocada à prova da realidade para ser sempre a melhor posição. Um radical, conforme definição de Hannah Arendt (Sobre a Violência), é alguém que parte de uma única premissa nunca questionada para explicar toda a sua visão de mundo. É um risco do qual nem os libertários estão livres. (...)
Num mundo multipolarizado, mas cuja maior força militar democrática são os EUA sob auspícios da ONU, a não-agressão soa quase discriminatória: enquanto meninas de 5 anos são vendidas como esposas no Iêmen (para onde se refugiou Osama bin Laden), mulheres são apedrejadas no Irã por não se manterem “fiéis” a um ex-marido morto, e um país chega a uma inflação de 231.000.000% e sua crianças comem larvas de cupins, não faz sentido praticar uma rígida política de “não-agressão”, passando uma mensagem próxima a “quem mandou nascer longe dos EUA?”

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Se você confunde capitalismo com liberalismo, este texto é um bom começo

O carro da pamonha e a liberdade econômica | Ordem Livre

É consabido que o liberalismo não é ensinado em nossas escolas, e sequer conhecido por nossos professores. O caminho trilhado por uma porcentagem muito baixa de nossos estudantes que faz com que acabem por, um dia, conhecer a teoria liberal – quase fatalmente a abraçando logo depois – é uma pesquisa extramuros da academia por formas de liberdade menos conhecidas pelos seus professores.

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