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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

O humanista que amava Stalin -- Rodrigo Constantino, O GLOBO

Rodrigo Constantino: O humanista que amava Stalin

No Brasil, você pode ser podre de rico, viver no maior conforto de frente para o mar, mamar nas tetas do governo, desde que adote a retórica socialista.
Falar em “justiça social” enquanto enche o bolso de dinheiro público, isso merece aplausos por aqui. Já o empresário que defende o capitalismo, produz bens demandados pelo povo e não depende do governo é visto como o vilão. Os discursos sensacionalistas valem mais do que as ações concretas. Imagem é tudo!
As curvas traçadas pelo “poeta do concreto”, que considerava o dinheiro algo “sórdido”, custavam caro. Quase sempre eram pagas pelos nossos impostos. Foram dezenas de milhões de reais só do governo federal. Muito adequado o velório ter sido no Palácio do Planalto, o maior cliente do arquiteto. Licitação e concorrência? Isso é coisa de liberal chato. (...)
Roberto Campos certa vez disse: “No meu dicionário, ‘socialista’ é o cara que alardeia intenções e dispensa resultados, adora ser generoso com o dinheiro alheio, e prega igualdade social, mas se considera mais igual que os outros.” Bingo!

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Um outro criacionismo, que impera em nossas escolas

Não aprendemos absolutamente nada de economia nas escolas (ao menos não nas classes), aprendemos apenas uma pseudo-ciência anti-econômica. E crescemos, orgulhosos de nossa ignorância, e transmitimos esses preconceitos a nossos alunos.

História: mais Bastiat e menos Marx | Ordem Livre

Nas narrativas sobre a Revolução Francesa, ainda ouvimos falar de indivíduos que representam politicamente a “classe burguesa”, como se a teoria do valor trabalho que fundamenta a teoria marxista da exploração no “capitalismo” não tivesse sido superada ainda no século dezenove, tornando vazias as velhas noções de classe.

Os autores escrevem como se tal teoria de exploração não tivesse em Economia sido substituída por outra, baseada na oferta de privilégios legais derivados do poder político, como é feito pela moderna escola da escolha pública. Nessa última, não existem forças econômicos que definem uma classe: é o poder político que, ao conferir privilégios legais, cria castas com interesses comuns. (...)

A despeito da quantidade cada vez maior desse tipo de pesquisa, a probabilidade de que certos mitos deixem de ser ensinados aos alunos é pequena. A visão de mundo marxista ainda fornece uma guia para a interpretação padrão da história . Para que tenhamos sucesso na tarefa de desenvolvimento e divulgação de uma interpretação alternativa da história, que utilize a teoria econômica moderna, não devemos apenas utilizar a teoria econômica como ferramenta ocasional, mas desenvolver uma visão de mundo alternativa que organize a narrativa.

Coragem para aprender em padrões internacionais -- Análise de Ilona Becskeházy F. de Sousa, consultora de educação. (Jornal da Ciência)

A arapuca institucionalizada, que também afeta a elite, começa com um ensino básico sem padrões de qualidade definidos, que produz egressos semianalfabetos, que vão para uma formação docente inócua e descolada das necessidades pedagógicas do País, perpetuada por uma pós-graduação desatualizada e protegida por uma regulação setorial medíocre e politizada que, por sua vez, impede a melhoria de qualidade da educação básica.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

O cúmplice de Rose, por Ricardo Noblat

O cúmplice de Rose, por Ricardo Noblat - Ricardo Noblat: O Globo

O mensalão é um assunto árido para parcela expressiva dos brasileiros. E como envolve políticos, grana e desonestidade, não chama tanto a atenção. Estamos acostumados. Todo político é ladrão.

O Rosegate tem um ingrediente que o torna popular: lençóis e traições. É fácil de ser explicado: Lula cedeu à tentação e empregou no governo pessoas indicadas pela moça que se dizia sua namorada. Empregou, pelo menos, contra a opinião de dois dos seus ministros: o do Meio Ambiente, Carlos Minc, e o da Defesa, Nelson Jobim.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Em Banânia, os que pensam a economia do espírito são os sátiros e os beberrões

A fábula do partido que criou a “Carteirinha Corrupção” num país chamado Banânia. Querem ler um texto estranho? Então lá vai! | Reinaldo Azevedo - Blog - VEJA.com

Kakânia é um lugar imaginário em que a corrupção, quando há, se dá na esfera das vontades; as covardias, nunca grandes demais, se revelam na área do intelecto; a decadência, inexorável, é a da inteligência. As pusilanimidades são quase existenciais, traduzidas por suspiros, nunca por estrondos (esse contraste já é um clichê, mas não resisti).

Falta a Kakânia a exuberância tropical. Não socorrem aquele país os pistoleiros do sangue quente que estão abaixo da linha do Equador, onde só há perdão, nunca pecado. Kakânia não conhece as graças bonachonas e incivilizadas do “homem cordial”. Kakânia não tem nem mesmo o hábito de punir os santos, como se faz, dizem, em certo país ignoto, de que falarei. E é punição preventiva, com características de chantagem e tortura! Põe-se, por exemplo, a imagem do santinho de ponta-cabeça, às vezes mergulhado num copo d’água. Se ele quiser sair daquela situação difícil, que trate de realizar o desejo do esperançoso e doce torturador. É a forma que a crença tomou, dizem, em tal terra estranha.

Chamemos aquelas paragens exuberantes, em homenagem a Musil, de Banânia. Pronto! Em Banânia, os amores e os ódios estão sempre à flor da pele. Banânia não tem ascetas e monges para inspirar uma filosofia da contemplação e da medida; para exaltar as ideias “magras e severas”. Em Banânia, os que pensam a economia do espírito são os sátiros e os beberrões. O direito do outro e o direito dos outros são vistos como censura à liberdade individual e incapacidade para o gozo. Qualquer um, em Banânia, pode ser ruim da cabeça; a única coisa indesculpável é ser doente do pé. Os bananienses são, à sua maneira, fatalistas e acham que não há homem na Terra que resista a certas paixões, como caipirinha (bebida local) e bundalelê (bundalelê local).

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

O silêncio palavroso de Marilena Chaui (Por Roberto Romano)

O silêncio palavroso de Marilena Chaui (Por Roberto Romano)

Entreguei à moça uma lista de livros a serem lidos, se ela quisesse falar algo sobre o tema, algo em torno de 100 títulos. (...) A resposta da candidata foi honesta e singela, nos padrões da esquerda misóloga e militantes: "Não lerei tais livros e documentos, porque eles podem modificar o resultado da minha pesquisa!" A sua possível orientadora desistiu de ambas, tese e orientanda. (...)

Na época um universitário ligado ao petismo saiu-se com esta: "Marilena é intelectual e militante. Não possui o tempo necessário para leituras. Ela pode agir assim, pela causa". Adeus às aspas…

(Referência do excelente artigo no Implicante -- que mostra como Fabio Konder Comparato já defendeu o bem público até ao arrepio da lei, quando se tratava de um desafeto.)

terça-feira, 15 de maio de 2012

Apaga e finja que nunca exisitiu

Acabo de ler esse texto do Reinaldo Azevedo, onde ele afirma que um blog copiou um texto seu sem atribuição. O plágio foi apagado, mas ainda deu pra ver pelo cache do google:


clique aqui para ver imagem no tamanho original (note outras menções ao texto)

Pode ter sido uma homenagem (talvez tivesse a autoria ou um link para o texto original), pode ter sido um erro técnico (como confundir freio com acelerador). Mas apagar a página sem explicações ao menos aos que já haviam comentado, como se a nota nunca tivesse existido, é embrião de revisionismo histórico.

terça-feira, 24 de abril de 2012

O Sírio que se cuide ou vai acabar virando o Circo Libanês

Cirurgia de Sarney foi antecipada graças a uma ligação telefônica feita a médico de fora do Sírio - Política - Notícias

Na versão relatada em privado por Sarney, o amigo cuidou de contactar a equipe médica do Sírio. Deu-se, então, a antecipação da angioplastia que desobstruiu no peito de Sarney a obstrução detectada numa das principais artérias do coração, a artéria descendente anterior.

Pacientes reclamam que Lula fura fila no Sírio Libanês | Implicante

Todos os dias, a mesma desfeita: com ajuda de seguranças, ele fura a fila do elevador que leva doentes à radioterapia e outros setores. Após inúmeros dias fazendo a mesma coisa, esta semana um paciente reclamou. Ele fez que não ouviu, e furou a fila novamente./blockquote>
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quinta-feira, 8 de março de 2012

ECAD nonsense contra blogs

Ecad cobra taxa mensal de blogs que utilizam vídeos do YouTube - O Globo

RIO - A saga de cobranças inusitadas do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) ganhou mais um capítulo na semana passada. Os rapazes do blog Caligraffiti receberam na última terça-feira um email da entidade arrecadadora avisando que teriam de pagar direitos autorais pelos vídeos do YouTube e do Vimeo que apareciam no site. Surpreso, Uno de Oliveira, um dos responsáveis pelo blog, ligou para o escritório do Ecad em São Paulo, pois nunca tinha ouvido falar nesse tipo de cobrança.

"Eles disseram que o YouTube paga, pois é um transmissor, mas os blogs são retransmissores e também têm de pagar", conta o designer.

Blogs são cobrados por vídeos do YouTube - Link Estadão – Cultura Digital - Estadao.com.br

O Ecad, escritório central de arrecadação e distribuição, quer receber pagamento de blogueiros. A organização começou a cobrar R$ 352 mensais de blogueiros que incorporam vídeos do YouTube em seus posts — a justificativa da entidade é que os vídeos são uma forma de “retransmissão musical” e, por isso, os donos de blogs precisam pagar direitos autorais.

A primeira a receber a cobrança foi Mariana Frioli, do blog A Leitora. Mariana estranhou quando recebeu, na semana passada, uma ligação de um estagiário do Ecad. Ela não havia fornecido seu celular a ninguém. Além disso, seu blog é pessoal e fala sobre suas próprias leituras. O estagiário explicou que a cobrança referia-se ao trailer do filme Delírios de Consumo de Becky Bloom e enviou por e-mail mais detalhes sobre a cobrança.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Blog do Josias de cara nova

O blog do jornalista Josias de Souza está com novo endereço e visual, mas o bom humor ao comentar notícias ruins continua o mesmo.

Ministro privilegia liberação de emendas do filho | Blog do Josias

Contam que o ministro Fernando Bezerra Coelho privilegia o filho na distribuição de emenda$. A  dupla informa: homônimo do pai, o deputado federal Fernando Coelho (PSB-PE) pendurou no Orçamento da União de 2011 algo como R$ 9,1 milhões em emendas.

Direcionadas à Integração Nacional, as emendas de Fernando, o filho, foram integralmente empenhadas por Fernando, o pai. O “empenho” é o documento que assegura a liberação futura das verbas.

Há mais: o dinheiro vai financiar obras da Codevasf, a Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco. Chama-se Clementino Coelho o presidente interino da estatal. Vem a ser tio de Fernando, o filho. Irmão de Fernando, o pai.

Sob Lula e Dilma, governo deu R$ 57 mi à UNE | Blog do Josias

Não é difícil entender o porquê da generosidade retórica insinuada no morde-e-assopra do presidente da UNE. Militante do PCdoB, Daniel Iliescu foi guindado ao comando da entidade há seis meses.

Sua eleição ocorreu num Congresso realizado em Goiânia. Já no usufruto da ex-presidência, Lula compareceu ao evento, patrocinado por empresas estatais. Coisa de R$ 3 milhões. Uma cifra que, adicionada às verbas que vieram do Tesouro, eleva para R$ 60 milhões a compensação financeira pelo bom comportamento da UNE.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Se você confunde capitalismo com liberalismo, este texto é um bom começo

O carro da pamonha e a liberdade econômica | Ordem Livre

É consabido que o liberalismo não é ensinado em nossas escolas, e sequer conhecido por nossos professores. O caminho trilhado por uma porcentagem muito baixa de nossos estudantes que faz com que acabem por, um dia, conhecer a teoria liberal – quase fatalmente a abraçando logo depois – é uma pesquisa extramuros da academia por formas de liberdade menos conhecidas pelos seus professores.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

MEC: apenas incompetência?

Folha Online - Blogs - Josias de Souza

Os repórteres Roberto Maltchik e Fábio Fabrini informam: o Ministério da Educação avaliza as contas de municípios que malversam o dinheiro. Acha pouco? Pois há mais: o ministério libera verbas novas para prefeituras que não comprovam a regularidade na aplicação do dinheiro velho. Há pior: mesmo quando os malfeitos são detectados pela Controladoria-Geral da União, o MEC apõe o carimbo de aprovadas nas contas micadas.

Sim, caro leitor, em matéria de fiscalização de verbas educacionais, o governo ignora os desvios que o governo detecta. O dinheiro saiu de uma arca chamada FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação). As cifras alcançam a casa dos bilhões. (...)

Por meio de nota, o FNDE disse que analisa a escrituração das prefeituras de duas maneiras. Numa, leva em conta as informações que recebe dos conselhos constituídos nos municípios para fazer o “controle social” da aplicação dos recursos. (...) Tratado como panacéia pelo petismo, o tal “controle social”, exercido por pessoas da própria comunidade, resulta em fiscalização de fancaria.(...)

Retorne-se ao início: esqueça tudo. Pense só nisso: estão roubando as verbas das escolas. E o MEC brinca de “controle social”.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Capitalismo dos amigos dos amigos

Cinco anos depois do estupro da conta bancária do caseiro, chegou a hora de conferir as contas de Palocci « Augusto Nunes – VEJA.com:
“O ministro Palocci declarou os seus ganhos à Receita Federal”, disse nesta segunda-feira o presidente do PT, Rui Falcão. “É um assunto encerrado”. Encerrado coisa nenhuma: da mesma forma que a última do Dirceu, a última do Palocci mal começou. O ex-ministro precisa explicar o milagre da multiplicação do patrimônio de um cliente. O ainda ministro precisa explicar o milagre da multiplicação do próprio patrimônio. E ambos precisam contar o que fazem exatamente para ganhar tanto dinheiro em tão pouco tempo.

Que tipo de serviço prestam os dois consultores? Quanto cobram dos interessados? Quem são os clientes? Como tem sido a evolução patrimonial da freguesia? Sobretudo, que espécie de informação fornecem o ex-capitão do time de Lula e o homem mais poderoso do governo Dilma Rousseff? Afastados do Planalto por envolvimento em escândalos de bom tamanho, eles sempre mantiveram desimpedidos os atalhos que levam a informações privilegiadas de grosso calibre. Usá-las para ganhar dinheiro é uma agressão à ética. Dependendo do conteúdo, é crime.
Um dos temas recorrentes aqui do blog é o modelo clientelista adotado desde sempre no Brasil - e que arrisco dizer expande-se vertiginosamente mundo afora. Um dos meus objetivos é justamente combater, com dados, o ataque ao que chamam erroneamente de livre mercado (ou laissez-faire), visto que o livre mercado é caracterizado justamente pela ausência de atores privilegiados e pela independência em relação ao Estado. Mas sempre haverá quem use o fato de que economistas não podem prever o futuro para defender maiores poderes a economistas arbitrários.

Outras notícias recentes sobre a nova elite econômica, que prefere agradar aos governantes em detrimento dos consumidores:
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domingo, 1 de maio de 2011

Reescrevendo a história

Para quem se interessa por recursos educacionais abertos, recebi um aviso importante do @everton137 sobre uma possível falta de critério (ou, pior ainda, critérios mais coleguísticos que acadêmicos) na escolha dos livros didáticos. Segue um trecho da reportagem, reproduzida na lista de discussão:
Quando o assunto é o governo Lula, a autora - que à Folha disse ter sido imparcial - inicia com a luta do PT contra a ditadura e apenas cita que o partido fez "concessões" ao fazer "alianças com partidos adversários".

Em dois livros aprovados pelo MEC, só há espaço para as críticas à política de privatizações promovida por FHC, sem contrabalançar com os argumentos do governo. Já na apresentação da gestão Lula, há dois livros que não citam o mensalão.
Se eu me opuser a dar privilégios a essas tentativas hagiográficas disfarçadas de livro vão me acusar de censura?

sábado, 5 de março de 2011

O problema das eleições para reitor universitário

Na Universidad Carlos III de Madrid, comentado por Jesús Fernández-Villaverde no blog Nada es Gratis:
De alguna manera se le ha metido al legislador la peregrina idea de que los profesores, estudiantes y personal administrativo tienen este derecho. Y digo peregrina pues no es la manera en la que seleccionamos los gestores de ningún otro servicio o agencia pública. Los beneficiarios de los servicios públicos somos todos, directamente (como los estudiantes de una universidad) o indirectamente (como partícipes en una economía con buenos profesionales o usuarios finales de la tecnología desarrollada en la universidad). (...) La explicación de esta asimetría es sencilla: los profesores y estudiantes universitarios tienen un poder político desproporcionado a su tamaño y gracias a ello han extraído del resto de la sociedad un privilegio corporativo excepcional que disfrazan de apariencia democrática gracias a una sofística elocuencia.

Auditorio Padre Soler - Leganés
Auditorio Padre Soler, en la Universidad Carlos III de Madrid


segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Só os amigos do Rei - versão STF

Trecho de texto do magistrado Antonio Sbano, publicado no blog do Fred:
Porém, fato é que, se for confirmado, mais uma vez, Lula nomeia um Ministro para o Executivo - cargo de confiança -, que lhe defendeu no Tribunal Superior Eleitoral nas últimas eleições. Em seguida nomeia o mesmo Ministro para o STF - Judiciário, e este mesmo Ministro irá julgar o próprio Presidente que o nomeou?

Quem o Presidente da República nomeou para lhe defender na justiça agora vai também nomeá-lo para o seu julgamento?

Em outras palavras, o ato, se consumado, estabelece o absolutismo do poder executivo sobre o poder judiciário, em manifesta inconstitucionalidade, ferindo o pacto federativo e a independência e separação dos poderes, bem como o princípio da moralidade administrativa.


terça-feira, 12 de outubro de 2010

Quando o PT vai tomar partido?

O partido que quer ser maior que a sociedade (Renato Lima no Ordem Livre):
O apoio do PT ao aborto não é matéria de notícia anônima (é fato comprovado), nem é sussurado por pessoas que se escondem. Portanto, não é boato.
Boato, na campanha presidencial, foi ter espalhado, em 2006, que Alckmin se eleito iria privatizar a Petrobras, o Banco do Brasil e outras estatais. Era informação sem confirmação: não estava em nenhum plano do partido do candidato e essas empresas não tinham sido colocadas no Programa Nacional de Desestatização que era comandado pelo BNDES quando o PSDB esteve no governo. Mesmo assim a informação correu publicamente. É a definição de boato.
Boato é dizer que, se eleita, a oposição vai acabar com o Bolsa-Família. Não importa que os programas sociais de transferência de renda com foco tenham sido criados no governo FHC e apenas reunidos sob um único nome no governo Lula. Mas a informação, falsa, é propagada contra a oposição para colocar os mais necessitados (quem recebe o Bolsa-Família) automaticamente contra uma alternativa de mudança democrática. É outra forma de boato interferindo no jogo democrático de se decidir quem é o melhor para governar o país.

vídeo via Imprensa Marrom

sábado, 9 de outubro de 2010

Incentivo à baixa inovação

Brasil virou a República dos Concursos  (blog Acerto de Contas, 10 de agosto de 2010):
Os altos salários de algumas carreiras do serviço público está gerando uma enorme distorção no mercado de trabalho brasileiro, com reflexos na produtividade dos recém-formados. Atualmente centenas de milhares de jovens, ao invés de estarem produzindo, estão parados estudando para algum concurso. Passam de um a dois anos sem nenhuma produção, seja física ou intelectual, a não ser a decoreba necessária para “passar em um concurso”, seja ele qual for. A regra de escolha varia entre a “paga muito e trabalha pouco” a “satisfação pessoal com a profissão”.

Ao fim dos dois anos de estudo, quase nada foi acrescentado ao candidato, que já teve 5 anos para ser formado. No fim estamos aumentando o tempo de escolaridade superior do cidadão, de 5 para 7 anos, sem que isso se reflita em melhoria intelectual.


sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Direita, esquerda, não são substitutos para o raciocínio

Econosheet: A esquerda mitomaníaca:
Isso não é uma classificação do que o autor acha que é direita e esquerda, é do que ele acha que são o bem e o mal. O problema é que ele é de esquerda e sofre de uma patologia comum a vários esquerdistas (e alguns direitistas): achar que aqueles que concordam com ele são os bons e que os que discordam são os maus. Quando essa idéia ganha força, o que se faz é mandar os maus pro paredão, os pensamentos deles são ruins demais pra continuar existindo. Já viram essa história antes?
(HT Claudio Shikida)

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