terça-feira, 4 de novembro de 2014

O moinho de vento da vez -- ou de como meus colegas estão perdendo a noção de proporção

Imagem adorada pelas esquerdas. Das que batem paus e flashs. (autor da imagem aqui)

Graças a um novo tipo de jornalismo engajado, tenho visto uma movimentação bem triste na minha timeline (twitter e facebook), do pessoal assustado com o que seria o avanço de uma extrema-direita. Fiquem tranquilos, ela não existe senão nos fringes onde sempre existiram, e sempre vão existir. E como passaram a cobrar das 'lideranças da oposição' uma resposta, esquecendo-se contudo de acompanhar ditas respostas, juntei algumas aqui:
Reportagem da Folha de S.Paulo (com manchete mentirosa, aliás):
Questionado sobre as manifestações em favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff e o resultado das urnas, Aécio disse que os atos políticos não têm o seu apoio e são condenados pelo PSDB –especialmente os que defendem intervenção militar no país. Segundo o tucano, há pessoas "infiltradas" nos atos políticos para tentar associá-los à oposição.
(...)
Novos eventos de pedido de impeachment da presidente Dilma foram marcados nas redes sociais para o feriado de Proclamação da República, no dia 15, em São Paulo, no Rio e em Brasília. O evento está sendo convocado por dois grupos. Um deles é puxado pelo deputado federal eleito Eduardo Bolsonaro (PSC-SP) e por Paulo Batista, que foi candidato a deputado estadual pelo PRP. O outro é organizado pelo empresário Marcello Reis. Ambos dizem não ser responsáveis pelos pedidos de intervenção militar na última manifestação. "Lógico que tem um grupo que quer intervenção militar, mas não somos um deles", afirmou.
Alckmin diz que não se pode 'aceitar' defesa de intervenção militar - Política - Estadão:
O governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse nesta segunda-feira, 3, que as manifestações em favor da intervenção militar, feitas no protesto de sábado na Avenida Paulista, são inaceitáveis.
Máquina de difamação petista engana até tucanos | Rodrigo Constantino - VEJA.com:
Ela diz com todas as letras que eu sou líder de uma direita que quer os militares no poder. É uma acusação muito séria. É uma calúnia, uma difamação. Eu desafio a ex-vereadora a mostrar um só indício de que eu peço intervenção militar no país hoje. Jamais defendi algo do tipo. Jamais preguei isso. E não sou líder de nada, apenas alguém apartidário que ousa pensar por conta própria e não teme a patrulha ao dizer o que pensa.
Andrea Gouvêa Vieira, não satisfeita de mentir em sua página, foi até a minha repetir que eu não a represento. Nunca tive a pretensão de representar todos. Dou voz aos meus pensamentos, que por acaso representam o de milhares de pessoas, vide as curtidas e comentários.
Defendo a democracia republicana com claros limites constitucionais ao poder Executivo e divisão de poderes, uma economia de mercado com liberdade para a iniciativa privada, o estado de direito e a propriedade privada.
Comentário de Olavo de Carvalho (Facebook):
Não peço intervenção militar nem acredito nela. (...)
Uma coisa e entender que, moralmente, os militares teriam a obrigação de intervir. Outra coisa é acreditar que eles o farão, e uma terceira coisa é pedir que o façam.
Dá prá juntar muito mais, mas não tenho muito tempo a perder com essa discussão. No fim vocês estão atacando moinhos de vento, e fico triste que vocês caiam nessa, de uma hora prá outra (OK, influenciados por repórteres sem escrúpulos). E fico um pouco puto também porque eu, que estou sem tempo e acho a discussão ridícula, tenha que gastar os três minutos necessários prá achar as declarações acima. É complicado ficar exigindo explicação de quem a gente não acompanha ou conhece -- essa é a situação perfeita pra se criar um strawman. Criacionistas são experts nessa arte. Se vocês querem saber a opinião do Huguinho ou do Zezinho, vocês terão que fazer o esforço de ler e acompanhar o Huguinho e o Zezinho (ou perder os 3 minutos, como eu fiz).

Gostaria, porém, de ver a mesma cobrança com seus ideólogos de estimação. A diferença é que, se de um lado, o PSDB e que tais logo rejeitam e desautorizam seus idiotas, as esquerdas acolhem e defendem os seus -- vide criminosos julgados, corruptos pegos no ato, exageros de manifestantes e até os discursos oficiais. Os idiotas da esquerda oferecem perigo bem mais real (por número, influência, e proximidade do poder) do que os da direita. Se você insiste em dividi-los assim.

Agora é hora de interpretações caridosas, não de homens-de-palha.
Essa é a diretiva oficial do partido, não de um extremista. Imagina a grita se um PSDB da vida comemorasse seus bandidos? (imagem daqui)

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