Reproduzo trechos de editorial do Estadão:
Todos estão comemorando o comportamento vergonhoso de nossos togados. Joaquim Barbosa parece ter lavado a alma de vários compatriotas que fizeram questão de lhe agradecer pelos insultos, e dizer que se encontram na rua. A desmoralização da República lhes é um preço justo, contanto que os desafetos sofram ou sejam humilhados. Lembrei-me de outro comentário (feito em outro contexto) que expressa bem a (in)civilidade a que chegamos. A virtude caminha e o vício vem a cavalo.

Já houve, durante sessões do Supremo, ásperas trocas de palavras entre os ministros Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes; entre Eros Grau e Marco Aurélio Mello; entre Joaquim Barbosa e Eros Grau; e entre Joaquim Barbosa e Marco Aurélio Mello.
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Desabrido, o ministro Joaquim Barbosa fez a primeira acusação grave ao ministro Gilmar Mendes: "Vossa Excelência está destruindo a Justiça deste país e não tem condição alguma de me dar lição de moral. Faça como eu, vá às ruas."
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Pode o ministro Joaquim Barbosa não concordar com a maneira de conduzir o Judiciário do ministro Gilmar Mendes. Não será o único. Mas, se a questão é, como disse o ministro Barbosa em sua invectiva, a "credibilidade do Judiciário", com aquela demonstração pública de falta de civilidade ele contribuiu de maneira ímpar para prejudicar aquela credibilidade, já abalada por problemas estruturais crônicos.
Todos estão comemorando o comportamento vergonhoso de nossos togados. Joaquim Barbosa parece ter lavado a alma de vários compatriotas que fizeram questão de lhe agradecer pelos insultos, e dizer que se encontram na rua. A desmoralização da República lhes é um preço justo, contanto que os desafetos sofram ou sejam humilhados. Lembrei-me de outro comentário (feito em outro contexto) que expressa bem a (in)civilidade a que chegamos. A virtude caminha e o vício vem a cavalo.

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