Há que distinguir pesca de aqüicultura. A pesca se pratica sobre os cardumes livres, existentes nos mares salgados ou nas águas doces. Trata-se de uma captura da natureza. Já a aqüicultura representa um processo de criação, em cativeiro, de organismos aquáticos. Aquela é extrativista e esta, produtiva.
A pesca tradicional, em todo o mundo, há anos se compromete pelo declínio dos cardumes naturais. Primeiro, porque modernos barcos e alta tecnologia aumentaram a capacidade da rapina nos mares. Segundo, porque a poluição reduziu a reprodução dos cardumes de água doce. Resultado: a aqüicultura mundial cresce a 9,2% ao ano, ante apenas 1,4% da pesca extrativa.
Os primeiros criadores de peixes foram os chineses, há 2.500 anos. Do Oriente a piscicultura se expandiu pela Europa, através da Grécia e da Itália. Os peixes, inicialmente, destinavam-se ao abastecimento dos refeitórios de mosteiros europeus. Somente em meados do século passado a técnica começou a ser praticada com fins comerciais, no Japão e nos EUA.
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Produzir pescados e crustáceos, de forma sustentável, alivia a pressão da pesca extrativista sobre a natureza. Com o sumiço dos cardumes naturais, escasseia o pescado e se eleva o preço na peixaria. Ao contrário, quanto mais peixe for criado, maior a oferta, melhor o preço, mais consumidores da branca e saborosa proteína. No mundo, o consumo de pescado atinge 16 kg por habitante/ano. No Brasil mal chega a 3 kg.
O comentário é uma crítica ao Ministério da Pesca, que desestimula a capacitação dos pescadores em se tornarem produtores de pescado, mas esse é também um exemplo de como a "tecnologia" traz benefícios reais para a população, minimizando prejuízos à natureza - dado que não é do interesse de empreendedores competitivos a exploração extrativista.
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