terça-feira, 29 de julho de 2008

Mais uma pedra no muro da desmoralização institucional

Trecho de comentário de Lucia Hippolito, sobre a criação da Petrobras Biocombustíveis:
O que é triste não é constatar que militantes-companheiros como Miguel Rossetto não fiquem desempregados, porque sempre há um cargo para eles.

O que é triste é constatar que uma empresa como a Petrobras, que nasceu e cresceu fundada na mais sólida meritocracia e, por isso, é uma das maiores empresas do mundo, tenha se tornado palco de disputas partidárias e sindicais.

O que é triste é constatar que funcionários de carreira que, imagina-se, atingiram os níveis de gerente por mérito, trabalho árduo e dedicação à empresa, precisem de padrinhos do PT, do PMDB, do PCdoB e de sindicalistas para ocupar postos de diretoria na nova empresa.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Uma coisa é uma coisa...

Dois momentos do Nassif:

31/03/08 09:10


26/07/08 11:56


Nem preciso comentar que em ambos os casos o Nassif estava "equivocado": o referido "corno" era Alcino, amigo du Bocage, e a "tragédia pessoal" era simplesmente ser pai e educador. O resto é "factóide", para usar o termo que lhe é caro.


domingo, 27 de julho de 2008

Hoje é por minha conta!

Trecho de editorial do Estadão:
O governo Lula vem gastando demais com o funcionalismo público, e assim impõe ônus adicionais aos contribuintes, já excessivamente tributados. O pior é que, apesar de gastar excessivamente, o governo não atende de maneira adequada às áreas mais carentes, pois concentra as novas despesas em atividades mais vistosas, que lhe rendam mais publicidade. Este ano, por exemplo, a maior parte dos gastos adicionais com pessoal é destinada à área da educação - não aos ensinos básico e médio, cuja qualidade é péssima, mas às universidades públicas.

Só no primeiro semestre, despesas criadas por leis que abriram créditos extraordinários e suplementares - e que não estavam previstas no Orçamento de 2008 - somam R$ 32,14 bilhões. Esse valor é praticamente igual ao aumento de arrecadação da União no período, de R$ 31,4 bilhões. Quase tudo o que, apesar do fim da cobrança da CPMF, o governo conseguiu transferir dos contribuintes para os cofres públicos nos seis primeiros meses deste ano, em relação a igual período de 2007, está sendo gasto com pessoal. Só uma pequena parcela tem ido para investimentos.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Caça ao gordo e aos cientistas

Trechos de artigo de João Pereira Coutinho na Folha:
Pobres gordos. Numa cultura que elevou a saúde, a juventude e a beleza a patamares verdadeiramente insanos, a espécie já não tinha vida fácil. Mas uma coisa é a estética; outra, bem mais grave, são os imperativos da ética. Agora, a ciência resolveu dar uma ajuda para empurrar os gordos rumo ao abismo moral.

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Por enquanto, a ciência fala. Como falou no passado contra outras classes de viciosos (os fumantes, por exemplo), que foram progressivamente desumanizadas pelas sociedades higiênicas do Ocidente.

Depois da ciência falar, e de estar criado o clima ideal para a intolerância e para o preconceito, os políticos terão uma palavra sobre o assunto, criminalizando certos comportamentos tidos por "desviantes" ou "anti-sociais". Já está a suceder na Europa, onde se discute seriamente se os hospitais públicos devem tratar pessoas que fumam, comem em excesso ou não praticam exercício físico com masoquismo diário. O raciocínio é exemplar: por que motivo os meus impostos devem ser usados para tratar um fumante, um gordo ou um sedentário?

Curiosamente, não parece passar pela cabeça dos zelotes que os fumantes, os gordos e os sedentários também pagam impostos e, como é lógico, esperam ser tratados pelas instituições que sustentam. Essa evidência não passa pela cabeça dos zelotes porque os fumantes, os gordos e os sedentários já perderam há muito o estatuto de cidadania plena, habitando as catacumbas clandestinas da sociedade civilizada.

Cabe-me lembrar que essa ciência, que fala e aponta, não é a Ciência que eu conheço. Feita por "pesquisadores", e não cientistas, ela está mais para a "estatística de jaleco", que já sabe o que vai ver antes mesmo de começar a pesquisa. As Ciências Naturais não possuem conseqüências éticas, dado que a descrição factual da natureza não implica em valores de certo/errado. Seu conhecimento ajuda a tomar decisões mais responsáveis, mas o fato em si não implica em decisões "naturais", que competem à sociedade. É perigoso e irresponsável o pesquisador determinar as políticas públicas decorrentes de sua pesquisa - na condição de pesquisador, ou seja, de intérprete da natureza. Quem vigiará os vigilantes?

Mas - felizmente, creio eu - o mais comum é a apropriação inadequada de pesquisas legítimas. No caso, há cientistas genuinamente interessados em detectar as causas e correlações da obesidade. Porém, para cada passo (publicação, digamos) dado pelos cientistas, setores da sociedade (políticos, profissionais do emagrecimento, etc.) extrapolam e distorcem a pesquisa à revelia. E cientistas (principalmente os que preferem o diploma ao livro) também respondem a estímulos, ou seja, se há verbas abundantes e a impressão de que a manutenção dessas verbas depende do resultado da pesquisa, candidatos a culpar o sucesso de vendas da cerveja pela barriguinha (ou vice-versa, vai saber) é que não vão faltar.

Essa interpretação também se aplica às pesquisas tabagistas, aquecimento global, e qualquer manipulação política de progressos científicos. O que me entristece é que essa manipulação exige uma resposta, também política, travestida de ciência. Ela é nova? Não, o exemplo clássico para mim é o darwinismo social, que na verdade é mais velho que o Darwin (vem de Malthus), e recebeu a teoria evolutiva como a cereja no bolo de racismo que estava a fermentar. Não é necessário dizer que o coitado do Darwin não pode ser responsabilizado pelos excessos cometidos pelos darwinistas sociais.



sábado, 12 de julho de 2008

O festival Woodstock da economia

Trechos de Artigo de Roberto Campos publicado em 1999 no Zero Hora, comentando a reunião da OMC em Seattle:
Em 1994, ainda com a lembrança recente da autodissolução da União Soviética, e o fim pacífico do que restava do socialismo, estava subindo a maré da globalização, e os caminhos da prosperidade pareciam abertos a todos os países. Seria ingênuo imaginar que as vantagens da expansão e liberalização do comércio internacional se distribuiriam uniformemente entre todos os países e agentes econômicos. Nada funciona assim. O que cabe dizer é que na média geral, os benefícios são superiores aos eventuais custos. Em Seattle, o grande barulho foi promovido por protecionistas dos sindicatos, que sentem perda de poder na sociedade do conhecimento, tecnoficados, e por ecologistas extremados, que acham que a expansão econômica ameaça a natureza.

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A situação foi complicada no entanto por outra subavaliação, a da capacidade que tem um grupo de bagunceiros bem manipulados de paralisar temporariamente certas peças do aparelho de um Estado democrático moderno. Não há novidade, é claro, na noção do uso organizado da violência, primeiro sistematizada por Sorel, depois usada com êxito por Lenin e Trotsky na revolução russa, por Mussolini em 1921, e por muitos outros desde então. O grande complicador é a paulatina erosão da legitimidade institucional e política nas sociedades atuais. Nas democracias, pequenos grupos de interesses especiais conseguem fazer barulhos desproporcionais e intimidar os representantes eleitos da maioria silenciosa. O fenômeno contemporâneo das ONGs ilustra bem as dificuldades. A legitimidade política e democrática baseia-se em instituições representativas e eleições abertas e universais. As ONGs são meras organizações, associações ou clubes que se estabelecem por conta própria, dizem de si mesmas o que querem, e não estão sujeitas a eleições ou outro mecanismo formal de validação.

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A onda mundial de neoprotecionismo é desapontadora para os partidários do livre comércio. Poucas teorias têm tido ao longo de anos tanta demonstração de sua superioridade sobre soluções protecionistas. Os países de economia aberta têm revelado desempenho superior aos de economia fechada, quer em termos de crescimento da renda, quer da eficiência e emprego. Existe entretanto uma fatal assimetria de percepção. Os benefícios do livre comércio são difusos entre milhares de consumidores não-organizados, que se beneficiam de menores preços e melhor qualidade. A vantagem psicológica do protecionismo é que evita dramático desemprego em setores específicos e mobilizados, ainda que com sacrifício da maioria de consumidores e das atividades de exportação. Assim, o benefício é disperso e a dor concentrada.
Os trechos que destaquei em negrito mostram pontos mais difíceis de assimilar (ou seja, frequentemente distorcidos):
  • o liberalismo não promove a eqüidade econômica, mas permite o crescimento da sociedade como um todo, onde apesar de haver uns muito mais ricos do que outros, mesmo os mais pobres tem uma vida confortável. Não existe política econômica sem custos, mas o liberalismo com o mínimo de interventores externos maximiza os benefícios. Um exemplo hipotético: um sujeito que mora nos EUA ou Japão tem poder aquisitivo muito maior do que o seu irmão gêmeo, que realiza o mesmíssimo trabalho com o mesmo empenho mas mora no Brasil, ainda que esse trabalho não seja conceituado.
  • A crítica de RC às ONGs não implica em que elas sejam todas fraudulentas ou o que seja: ele apenas comenta que elas possuem um peso (eleitoral, digamos) maior que a soma de seus constituintes, e esse peso não é justificado, ou objetivamente mensurável. Trocando em miúdos, uma ONG composta por 50 pessoas tem muito mais influência política do que 50 eleitores, ao mesmo tempo em que não se sujeitam ao processo democrático e de mercado.
  • O protecionismo, ou neoludismo, faz sucesso porque não se percebem os seus malefícios enquanto os beneficiados são identificáveis. Já a livre concorrência estimula um aumento de qualidade, onde todos (inclusive os que perderam temporariamente o emprego) se beneficiam com preços mais baixos. De onde se entende que a sociedade inteira acaba pagando pelos protecionismos. Ser despedido é das experiências mais frustantes, não há dúvida. Mas mesmo esses trabalhadores que parecem perder com o fim do protecionismo na verdade ganham, ao ter acesso a novas tecnologias que lhes permitem salários melhores por um trabalho menos braçal. Um exemplo é o uso de catracas eletrônicas em ônibus, ou informatização em geral: os que tem seus empregos ameaçados, na verdade, podem atuar na manutenção ou logística utilizando sua experiência prática (vide aquele filme do Willy Wonka).
O artigo, apesar de ter sido escrito há 9 anos, continua atualíssimo. Ou seja, não aprendemos nada.


Legislar é fácil, o difícil é educar

Trecho de entrevista com Ronald Hillbrech, feita pelo Cláudio Shikida no De Gustibus Non Est Disputandum:
Uma reação imediata típica da exposição a este vídeo é a seguinte: “Ok, eu concordo como tudo isso aí. Mas e a exploração e a luta de classes? O capitalismo selvagem? E a distribuição de renda?” O problema é que organizar a sociedade em torno dos princípios da liberdade exige uma compreensão algo mais sutil do que a interpretação “luta de classes + capitalismo = má distribuição de renda => necessidade de Estado controlador” permite perceber.

O segundo ponto é o dilema do prisioneiro. Tudo na vida tem um preço. Por mais corretos que sejam os seus princípios, se para exercê-los você tiver que pagar um preço muito alto, talvez não valha a pena fazê-lo. Isto serve para o estudante de economia que sofre do patrulhamento ideológico dos colegas e professores, para o professor que é excluído pelos colegas por não pertencer ao partido e por ter opinião própria, para o empresário que terá seu padrão de vida reduzido caso discurse contra subsídios e crédito estatal, e para os políticos que perderão votos caso prometam e/ou visem reduzir privilégios a grupos de interesse. Em outras palavras, vale a pena praticar o liberalismo se todo mundo assim o fizer. O problema é a sociedade estar presa em um equilíbrio perverso onde a alocação de talentos e a aquisição de conhecimento se direcionem a atividades rent-seeking. Aí então o preço de praticar o liberalismo pode ser demasiadamente elevado.

Enquanto isso, o Rodrigo Constantino comenta um aspecto mais prático do dilema do prisioneiro:
Marx falava de uma luta de classes entre capital e trabalho. A verdadeira luta de classes atual ocorre entre pagadores e consumidores de impostos. É espantoso ver que o foco do povo se volta todo contra os empresários corruptores, ignorando que a principal causa de corrupção está no excessivo poder do governo na economia. Enquanto um carimbo do governo decidir o rumo de um setor inteiro, enquanto uma assinatura do presidente selar o destino das empresas, claro que os empresários vão criar grupos de interesse para comprar, através de “lobistas”, os políticos poderosos. Basta lembrar do setor de telecomunicações, onde a assinatura do presidente Lula alterou a lei e permitiu a compra da Brasil Telecom pela Telemar, depois que o filho de Lula vendeu seu “negócio” para a empresa e ficou milionário da noite para o dia. Devemos ter em mente que, para sobreviver até, muitos empresários precisam pagar por fora fiscais corruptos. Se todos seguissem todas as leis excessivas e absurdas desse manicômio legal chamado Brasil, o país já estava quebrado faz tempo!

Todos que já deram algum suborno para policiais que tentavam achacar com base em alguma lei estúpida, como esta nova que impede o motorista de tomar uma única taça de vinho, sabem do que estou falando. Todos que já trouxeram alguns produtos do exterior sem declarar, porque o governo resolve impedir a livre importação cobrando impostos extorsivos, sabem do que estou falando. Todos que já trabalharam ou contrataram trabalhadores sem assinar carteira, pois os encargos são proibitivos, sabem do que estou falando. Todos que já compraram algo em um camelô ou de um sacoleiro, sabem do que estou falando. Todos que já mandaram dinheiro para o exterior para fugir de confiscos criminosos feitos pelo próprio governo, sabem do que estou falando. Enfim, os exemplos são infindáveis, pois quando as leis são absurdas, a única solução muitas vezes é cair na “informalidade”, eufemismo para ilegalidade. Devemos boa parte de nossa riqueza a este ar rarefeito que somos muitas vezes forçados a respirar pela burocracia asfixiante.

Basicamente, ambos tratam de um mesmo problema: como sobreviver em um ambiente sem liberdade. E que nos é dolorosamente próximo.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

TV Lula: agora vai!

Trechos de artigo de Reinaldo Azevedo:
A Anvisa, órgão subordinado ao Ministério da Saúde, agora quer limitar ao horário das 21h às 6h a propaganda de alimentos considerados poucos saudáveis, "com taxas elevadas de açúcar, gorduras trans e saturada e sódio" e de "bebidas com baixo teor nutricional" (refrigerantes, refrescos, chás). Mesmo no horário permitido, a propaganda não poderia conter personagens infantis e desenhos. Segundo a Abia (Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação), isso representaria um corte de 40% na publicidade do setor, estimada em R$ 2 bilhões em 2005.

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Acredito que há um limite saudável até para o consumo de chuchu... Ora, carro também mata. Aliás, acidentes de automóveis são uma das principais causas de morte no Brasil. A culpa, quase sempre, é da imprudência do motorista ou das péssimas condições das estradas. Nos dois casos, é preciso usar/consumir adequadamente a mercadoria. A Petrobras é uma grande anunciante — e certamente estará no apoio à TV de Franklin Martins. Os produtos que ela vende poluem o ar e aquecem o
planeta (sou de outra religião, mas dizem que sim...). A publicidade, então, deverá estar sujeita a severas limitações?

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A preocupação excessiva do governo nessa área, entendo, é também patológica, mas a patologia é outra. Por meio da censura prévia — de que foi obrigado a recuar — e da limitação à publicidade de vários produtos, pretende é atingir gravemente o caixa das empresas de comunicação, que fazem do que conseguem no mercado a fonte de sua
independência editorial. Ora, é claro que, sem a publicidade da cerveja, dos alimentos e do que mais vier por aí, elas ficam, especialmente as TVs, mais dependentes da verba estatal e do governo.

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Os petistas não se conformam que o capitalismo possa financiar a liberdade e a independência editoriais. Quer tornar essas grandes empresas estado-dependentes. Quanto mais se reduz o mercado anunciante — diminuindo, pois, a diversidade de fontes de financiamento —, mais se estreita a liberdade.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Prá mim, está mais do que explicado

Por que Maluf não está na capa - Portal Veja SP
Nesta semana, o entrevistado é o ex-prefeito, ex-governador e atualmente deputado federal Paulo Maluf (PP), que conta com 8% das intenções de voto e 51% de rejeição, segundo levantamento do Ibope divulgado na última quarta. Com ímpeto para participar de qualquer pleito e ainda com um eleitorado próprio – que vem minguando eleição após eleição –, Maluf é um recordista de acusações. Responde atualmente a quinze ações populares e dezenove ações civis públicas. Há processos na Justiça por envio ilegal de dinheiro ao exterior, formação de quadrilha e desvio de recursos de obras públicas durante sua segunda gestão como prefeito de São Paulo (1993-1996). Só na construção da Avenida Água Espraiada, hoje Jornalista Roberto Marinho, o Ministério Público estima que tenham sido desviados 240 milhões de reais dos cofres públicos. Na semana passada, ele sofreu mais um golpe. A prefeitura anunciou que entrará com uma representação para repatriar 120 milhões de dólares em nome de Maluf bloqueados na Ilha de Jersey, um paraíso fiscal. O Ministério Público já teria os documentos que comprovariam as transferências de dinheiro da Suíça para Londres e, de lá, para Jersey, na década de 90. Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, o procurador-geral de Genebra, na Suíça, Daniel Zapelli, mostrou sua perplexidade com o caso: "Como é que alguém entra em um processo eleitoral tendo dinheiro bloqueado no exterior?". Maluf segue negando todas as acusações e sustenta que nunca teve contas fora do país.

Em 2005, ele ficou quarenta dias preso sob a acusação de intimidar testemunhas e tentar obstruir o trabalho da Justiça. Por causa de todas essas evidências, Veja São Paulo entende que a entrevista de Maluf não merece destaque idêntico ao dado à ex-prefeita Marta Suplicy, ao atual prefeito, Gilberto Kassab, e ao ex-governador Geraldo Alckmin.

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